O governo dos Estados Unidos anunciou um plano em três fases para a Venezuela, que inclui estabilização institucional, reestruturação econômica e, por fim, transição de poder. A proposta foi apresentada após a captura de Nicolás Maduro, realizada por forças americanas no dia 3 de janeiro.
Etapas do plano americano
Segundo o secretário de Estado Marco Rubio, o plano prevê:
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1ª fase: estabilização do país, com foco em evitar o caos interno e impor medidas de controle, como uma “quarentena” econômica;
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2ª fase: recuperação econômica, com liberação gradual do mercado para empresas americanas e reconstrução da sociedade civil;
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3ª fase: transição de poder, com possível anistia à oposição e reorganização política.
Rubio não detalhou como essa transição ocorrerá, nem mencionou a realização de eleições ou eventual nomeação de um interventor.
Petróleo no centro das tensões
Parte da estratégia inclui o bloqueio e apreensão de petroleiros venezuelanos. Rubio afirmou que os EUA tomarão de 30 a 50 milhões de barris de petróleo, que serão vendidos a preço de mercado sob controle americano.
O secretário disse que os recursos obtidos serão gerenciados de forma a beneficiar a população venezuelana, e não o antigo regime.
Dois navios — Marinera (ex-Bella 1) e Sophia — já foram apreendidos nesta semana. Ambos operavam com petróleo venezuelano e usavam bandeira russa. A ação gerou reações do governo da Rússia, que classificou a apreensão como violação do direito marítimo.
Situação política na Venezuela
Desde a operação militar que capturou Maduro, o poder está nas mãos da vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo por ordem da Suprema Corte chavista, com mandato provisório de 90 dias.
Rodríguez tem laços históricos com o chavismo e apoio da Assembleia Nacional. Ela nega interferência externa no comando do país.






