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Em evento no RS, Lula volta a atacar Trump e fala em “governo por rede social”

Presidente fez críticas ao uso intenso de redes sociais por Donald Trump e avalia convite para integrar “Conselho de Paz” sobre Gaza.

Durante entrega de casas populares no município de Rio Grande (RS), nesta terça-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta “governar o mundo por uma rede social”. A declaração ocorre após novas tensões diplomáticas e propostas internacionais envolvendo os dois países.

Críticas ao uso político das redes sociais

No discurso, Lula fez referência ao comportamento do presidente norte-americano nas plataformas digitais, sugerindo que esse tipo de atuação não substitui o contato direto com as pessoas. Segundo o presidente, é preciso tratar os cidadãos com respeito e presença:

“Já perceberam que o Trump quer governar o mundo pelo Twitter? Fantástico, todo dia fala uma coisa. E você acha que é possível tratar o povo com respeito se não olhar no rosto? Achar que é objeto e não um ser humano?”

A declaração foi feita durante a cerimônia de entrega de 1.276 casas do programa Minha Casa, Minha Vida, destinadas a famílias com renda de até R$ 2.850 mensais. As unidades estão localizadas no sul do estado.

Avaliação de proposta internacional

A crítica acontece em meio à análise de um convite feito por Trump ao governo brasileiro para integrar um possível “Conselho da Paz” voltado à situação no Oriente Médio, especialmente na Faixa de Gaza.

O Palácio do Planalto ainda avalia se o país participará da iniciativa. Internamente, o governo considera incertas as reais intenções do projeto e o formato de atuação proposto pelo norte-americano.

Clima eleitoral e mudança de tom

Após a retirada de tarifas sobre produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos no ano passado, Lula havia adotado postura mais cautelosa em relação a Trump. No entanto, o tom crítico voltou a aparecer nos últimos dias, inclusive em declarações recentes sobre a atuação americana na Venezuela.

Com a aproximação das eleições de 2026, a relação entre os dois líderes — e seus discursos — deve continuar no centro dos debates diplomáticos e políticos.

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