Política

Ex-noiva de Daniel Vorcaro não responde à CPMI; ela deveria prestar depoimento hoje

A CPMI do INSS retoma os trabalhos nesta segunda-feira (23) sem a presença de Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro. A influenciadora, que manteve relacionamento de dois anos com o dono do Banco Master, mora nos Estados Unidos e não respondeu à convocação da comissão.

Segundo apuração do Metrópoles, Graeff não foi localizada para ser notificada dos requerimentos. A ausência sem justificativa pode resultar em medidas como condução coercitiva, já que a convocação exige presença obrigatória de testemunhas.

Vorcaro negocia delação premiada

Paralelamente, Daniel Vorcaro deve prestar seu primeiro depoimento à Polícia Federal esta semana, em meio às negociações de um acordo de delação premiada. O ex-banqueiro passou o fim de semana na Superintendência da PF, onde se reuniu consecutivamente com seu advogado Sérgio Leonardo.

Os encontros ocorreram por três dias seguidos. No domingo (22), o defensor permaneceu cerca de uma hora com o cliente e saiu com anotações. No sábado (21), repetiu o procedimento, enquanto na sexta-feira (20) esteve na sede da PF em três ocasiões.

Termo de confidencialidade assinado

As reuniões aconteceram após Vorcaro assinar um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República e a PF, etapa inicial para viabilizar a delação. A decisão de colaborar veio depois que a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal manteve sua prisão preventiva.

Preso desde o início de março na Operação Compliance Zero, o empresário estava detido na Penitenciária Federal de Brasília e foi transferido na quinta-feira (19) para a sede da PF, a pedido da defesa. A mudança de local ocorreu após ele trocar de advogado e decidir iniciar as tratativas.

Investigação de fraudes bilionárias

A investigação apura fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master, além de possíveis conexões com agentes políticos. Vorcaro também é acusado de liderar uma organização criminosa que atuaria com coação e intimidação de desafetos.

Segundo investigadores, há possibilidade de apresentação de documentos e informações consideradas relevantes para o inquérito durante os depoimentos do ex-banqueiro.

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