Governo negocia com caminhoneiros para evitar paralisação nacional
A alta do diesel provocada pela guerra no Oriente Médio levou o governo federal a intensificar as negociações com os caminhoneiros. O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, recebe representantes da categoria nesta quarta-feira (25), às 11h, no Palácio do Planalto.
A reunião acontece após os caminhoneiros adiarem uma greve marcada para a última quinta-feira (19). A decisão de suspender a paralisação veio em meio às articulações do Planalto para atender as reivindicações da categoria.
Demandas dos caminhoneiros
Entre as principais exigências está a isenção de pedágio para caminhões vazios em momentos de crise, medida que seria identificada pela suspensão dos eixos dos veículos. A categoria também cobra maior fiscalização sobre o preço do diesel.
Os caminhoneiros pedem atuação da ANP (Agência Nacional do Petróleo), do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do Ministério da Justiça. Também reivindicam a criação de um teto emergencial para o combustível.
Outras demandas incluem a reestatização da Petrobras e críticas às medidas já adotadas pelo governo, como a desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel.
Medidas do governo
O governo federal zerou o PIS e Cofins do preço do diesel para conter a alta do combustível. A medida elimina os únicos dois impostos federais cobrados sobre o produto e representa redução de R$ 0,32 por litro.
Uma medida provisória estabelece sanções para empresas que descumprirem a tabela de pisos mínimos de frete. As multas variam entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões para contratantes que pagarem valores abaixo do piso.
Mesmo com as medidas, a ANP registrou aumento de 11,8% no preço médio do diesel na segunda semana de março. A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar abuso de preços de combustíveis em todo o país.




