Política

Haddad diz que alta dos combustíveis é culpa do… governo Bolsonaro

Ministro da Fazenda afirmou que privatizações e mudanças no setor de combustíveis no governo anterior reduziram a capacidade de controle estatal sobre os preços

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou um pacote de medidas para conter a alta do diesel e, ao mesmo tempo, direcionou a culpa pela crise ao governo Jair Bolsonaro (PL), responsabilizando a privatização da BR Distribuidora — hoje Vibra Energia — pela perda de controle estatal sobre os preços na cadeia de distribuição.

Os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) foram unânimes em apontar a venda da distribuidora como fator agravante da crise atual.

Pacote para tentar conter preços

Entre as ações anunciadas estão:

  • Zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel, com redução estimada de R$ 0,32 por litro
  • Subvenção de mais R$ 0,32 por litro para produtores e importadores
  • Impacto potencial total de R$ 0,64 por litro nas bombas

Também foi instituído:

  • Imposto de exportação de 12% sobre petróleo bruto
  • Taxa de 50% sobre exportação de diesel

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) teve a fiscalização ampliada, com possibilidade de multas de até R$ 500 milhões em casos de irregularidades.

Declarações do governo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que mudanças estruturais no setor, como a privatização da BR Distribuidora (atual Vibra Energia), reduziram a capacidade de atuação estatal na distribuição de combustíveis.

Já o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, criticou o modelo adotado na venda de ativos no setor, classificando-o como prejudicial à política de preços.

Alta recente do diesel

Dados recentes indicam aumento significativo no preço do diesel:

  • R$ 5,74 em 28 de fevereiro
  • R$ 7,07 em 16 de março
  • Alta de R$ 1,33 por litro (+23,1%)

A Petrobras também reajustou o valor para distribuidoras, elevando o preço médio para R$ 3,65 por litro.

ICMS e reação dos estados

O tema também envolve o ICMS, imposto estadual sobre combustíveis. Em janeiro, houve reajuste:

  • + R$ 0,10 na gasolina
  • + R$ 0,05 no diesel

Nesta quarta-feira (18), Haddad apresentou proposta de alteração do modelo aos estados no âmbito do Confaz.

Representantes estaduais demonstraram resistência, alegando risco de perda de arrecadação para áreas como saúde e educação.

Pressão no setor de transporte

A alta do diesel reacendeu discussões no setor de transporte. Há mobilização de caminhoneiros nas redes sociais com menções a possível paralisação, ainda sem confirmação oficial.

 

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