Pesquisa aponta queda na aprovação de Lula e aumento na desaprovação
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Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA Pesquisa, revelou uma queda significativa na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início de 2025. O levantamento, que entrevistou 2.002 pessoas entre os dias 19 e 23 de fevereiro, apontou que a desaprovação ao governo federal superou a aprovação, com 55% dos entrevistados desaprovando a gestão de Lula e 40% aprovando.
Em comparação com a pesquisa anterior, realizada em novembro de 2024, a avaliação negativa aumentou 9 pontos percentuais, enquanto a aprovação caiu 10 pontos. O índice de desaprovação do governo subiu de 46% para 55%, enquanto a aprovação caiu de 50% para 40,5%. O aumento da avaliação negativa em relação ao governo federal também foi significativo, subindo de 31% para 44%.
Entre os temas avaliados, a economia foi considerada a área de pior desempenho, com 32% de desaprovação. A segurança e a saúde também tiveram avaliações negativas, com 20% e 13%, respectivamente. Já as áreas consideradas de melhor desempenho foram a ajuda aos mais pobres (22%), a educação (13%) e as relações internacionais (11%).
Para tentar reverter a desaprovação, o governo Lula aposta em uma agenda de viagens e anúncios de investimentos, com o objetivo de fortalecer sua popularidade e, eventualmente, sua candidatura à reeleição. A equipe do presidente atribui a queda nos índices de aprovação, em parte, à crise envolvendo o Pix, sistema de transferências bancárias. Além disso, Lula planeja visitar estados como Espírito Santo, Santa Catarina e Bahia ao longo de 2025, como parte de sua estratégia para reconquistar apoio popular.
Apesar da queda na aprovação, a pesquisa mostra que a maioria dos entrevistados ainda considera a gestão de Lula como “ruim” ou “péssima”, com 44% dessa opinião, enquanto a avaliação positiva ficou em 40%. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, o que reflete a instabilidade na avaliação do governo neste início de mandato.