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Vacina desenvolvida pela UFMG pode impedir efeitos da cocaína e do crack no cérebro

Projeto Calixcoca entra em nova fase com apoio do governo de Minas e expectativa de testes clínicos até 2029

A vacina Calixcoca, criada pela UFMG para combater a dependência de cocaína e crack, avançou para uma nova fase de pesquisa e deve iniciar testes em humanos nos próximos anos. O imunizante mostrou resultados promissores em animais e agora passa por avaliações clínicas com duração estimada de quatro anos.

Financiado pelo governo de Minas Gerais, o projeto busca uma alternativa inédita no tratamento da dependência química no Brasil.

Como funciona a vacina

A Calixcoca atua estimulando o organismo a produzir anticorpos que se ligam à cocaína no sangue, impedindo que a droga chegue ao cérebro. Isso bloqueia seus efeitos psicoativos e reduz o risco de recaídas em usuários em tratamento.

Diferentemente de estudos semelhantes em outros países, o método da UFMG também apresentou efeitos benéficos em gestantes: filhotes de camundongos nascidos de mães expostas à droga apresentaram melhor saúde e resistência.

“Diminuindo os efeitos da droga, inclusive em gestantes, a pesquisa abre uma frente importante para populações mais vulneráveis”, afirmou o secretário de Saúde de Minas, Fábio Bacheretti.

Próximas etapas

A nova fase inclui testes laboratoriais e, posteriormente, ensaios clínicos com humanos. Segundo o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, Fernando Reis, os primeiros voluntários devem ser testados entre o terceiro e o quarto ano do estudo.

A pesquisa conta com investimento inicial de R$ 18,8 milhões do governo de Minas Gerais e apoio da Fapemig, com aportes previstos até 2027.

Reconhecimento internacional

O projeto Calixcoca já recebeu prêmios relevantes, como:

  • Prêmio Euro Inovação na Saúde

  • Prêmio Veja Saúde & Oncoclínicas de Inovação Médica

Segundo os pesquisadores, os resultados são considerados inéditos no combate à dependência química por meio de imunização.

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