
O número de mortos nos protestos que tomam as ruas do Irã há quase duas semanas subiu para 192 vítimas, segundo levantamento de organizações que monitoram os confrontos entre manifestantes e forças de segurança.
As manifestações contra o governo iraniano começaram no final de dezembro de 2025 e se espalharam por várias cidades do país. Os protestos, que inicialmente surgiram diante da crise econômica e do aumento do custo de vida, evoluíram para um movimento mais amplo de contestação ao regime.
Dados de grupos de direitos humanos apontam que ao menos 192 pessoas foram mortas desde o início dos protestos. A maior parte das vítimas é de manifestantes, mas há relatos de confrontos violentos com forças de segurança. O número real de mortos pode ser ainda maior, já que o acesso à internet e à comunicação foi severamente restringido pelas autoridades.
O chefe da polícia iraniana declarou que o nível de confronto com manifestantes tem se intensificado, enquanto o governo acusa potências estrangeiras de tentar semear desordem no país. Autoridades também pediram que parte da população se mantenha afastada das manifestações, classificando alguns participantes como “badernistas”.
Os atos começaram por causa da insatisfação com a situação econômica — como inflação elevada e desvalorização da moeda — e rapidamente passaram a incluir reivindicações por mudanças políticas mais amplas. A resposta das forças de segurança tem sido marcada por repressão e detenções em massa.
O bloqueio quase total de internet e telefonia dificulta a verificação independente dos fatos e a obtenção de dados precisos sobre o número de mortos e detidos. Organizações humanitárias alertam para o uso excessivo da força e o agravamento da crise humanitária em várias regiões do país.






