Paquistão bombardeia Cabul e declara guerra aberta ao Talibã
O Paquistão lançou ofensiva aérea contra Cabul e Kandahar nesta sexta-feira (27) e declarou “guerra aberta” ao Talibã. A escalada ocorre após confrontos na fronteira e acusações de apoio a militantes armados.

Segundo autoridades paquistanesas, a ofensiva atingiu a capital Cabul e a cidade de Kandahar.
O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, declarou formalmente “guerra aberta” ao Afeganistão, afirmando que o governo de Islamabad chegou ao limite diante das acusações de que o Talibã estaria protegendo militantes responsáveis por atentados em território paquistanês.
O governo afegão nega as acusações.
Alvos e impactos
Relatos indicam que os ataques alcançaram áreas próximas ao campo de Omari, que abriga afegãos repatriados perto da passagem fronteiriça de Torkham.
Há registros de:
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Civis feridos, incluindo mulheres e crianças
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Desaparecidos em meio aos bombardeios
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Pânico entre moradores das áreas atingidas
Os números oficiais de vítimas ainda não foram divulgados de forma consolidada.
Resposta do Talibã
O porta-voz do governo Talibã, Zabihullah Mujahid, anunciou a retomada de operações ofensivas de larga escala contra forças paquistanesas.
Ele afirmou que tropas afegãs teriam causado baixas severas e capturado postos avançados, versão contestada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.
Repercussão internacional
A escalada mobilizou potências regionais.
A China pediu moderação e cessar-fogo imediato. O Irã, que também faz fronteira com os dois países, ofereceu mediação.
O conflito ocorre em meio à atuação do grupo Estado Islâmico Khorasan (EI-K), que opera na região e se aproveita da instabilidade.
Relações deterioradas
As relações entre Islamabad e Cabul se deterioraram após o retorno do Talibã ao poder, em 2021.
Além dos confrontos armados:
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Fronteiras permanecem fechadas para o comércio
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A crise humanitária no Afeganistão se agrava
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Tentativas anteriores de mediação, inclusive com participação de Catar e Turquia, não avançaram
O governo paquistanês sustenta que os ataques aéreos são resposta a provocações e atentados suicidas recentes em seu território.






