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Mesmo após veto, atleta da Ucrânia manterá capacete com homenagem às vítimas da guerra

Vladyslav Heraskevych pretende competir no skeleton com equipamento que homenageia atletas mortos no conflito, apesar da proibição do Comitê Olímpico.

O ucraniano Vladyslav Heraskevych afirmou nesta terça-feira (10) que irá competir com um capacete que exibe imagens de atletas mortos na guerra com a Rússia, desafiando orientação do Comitê Olímpico Internacional (COI). O atleta, que representa a Ucrânia no skeleton, já havia usado o equipamento durante treinos em Cortina.

O COI vetou o uso do capacete com base no artigo 50 da Carta Olímpica, que proíbe manifestações políticas nos locais de competição. Em contrapartida, autorizou o uso de uma braçadeira preta como forma simbólica de homenagem.


Capacete com rostos da guerra

Durante coletiva, Heraskevych disse que manterá o uso do capacete, mesmo com o alerta do COI. O acessório traz imagens de sete vítimas ucranianas que atuavam no esporte ou na cultura:

  • Alina Perehudova (halterofilista)

  • Pavlo Ischenko (boxeador)

  • Oleksiy Loginov (jogador de hóquei)

  • Ivan Kononenko (ator e atleta)

  • Mykyta Kozubenko (mergulhador e técnico)

  • Oleksiy Habarov (atirador)

  • Daria Kurdel (bailarina)

Segundo ele, outros atletas têm feito manifestações visuais sem sofrer punição.

“Já houve bandeira russa em capacete e não houve sanção. Se o enfoque é uniforme, tem de ser para todos”, disse.


Regras, exceções e liberdade de expressão

De acordo com o COI, a exceção da braçadeira foi negociada em reunião informal com o técnico e a equipe do atleta. A organização reforçou que ele pode se expressar livremente fora do local de competição, como em entrevistas e redes sociais.

Mark Adams, porta-voz do COI, afirmou que o uso do capacete “contraria as diretrizes” ao tentar evitar interferências no ambiente esportivo.

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