Clínica é interditada após morte de paciente no RS e Polícia Civil investiga denúncias de tortura
Instituição de reabilitação é investigada por tortura contra internos; três pessoas foram presas preventivamente

Uma clínica de reabilitação foi interditada nesta sexta-feira (13) em Estação, no Norte do RS, após a morte de um paciente. A Polícia Civil investiga denúncias de tortura contra internos e prendeu três suspeitos.
A ação ocorreu na Clínica Reviver, alvo de investigação iniciada após a morte de Marcos Bohn Nedel, 45 anos, registrada no dia 29 de janeiro.
Foram presos preventivamente:
A proprietária da instituição
O companheiro dela, que atuava como monitor
Outro monitor, apontado como responsável direto pela morte
Segundo a Polícia Civil, o inquérito identificou que os métodos aplicados dentro da clínica envolviam práticas de tortura. A vítima teria sido submetida a agressões repetidas que resultaram no óbito.
Conforme a investigação, pacientes eram agredidos com pedaços de pau e tiros de espingarda de chumbinho.
Denúncia partiu de internos
Dois internos conseguiram fugir e denunciaram os fatos à polícia. No momento da operação, 31 pessoas estavam na instituição.
Os internos foram encaminhados ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Getúlio Vargas e posteriormente serão direcionados às suas famílias.
No local, também foram apreendidos medicamentos de uso restrito hospitalar. A clínica não possuía licença para esse tipo de medicação.
A prefeitura de Estação prestou suporte no acolhimento dos internos, que estavam em condições consideradas degradantes.
A investigação segue para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias da morte.






