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Irã acusa EUA de usar resgate de piloto como disfarce para roubar urânio

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira (6) que a operação dos Estados Unidos para resgatar um piloto americano pode ter sido uma fachada para “roubar urânio enriquecido”.

O presidente Donald Trump anunciou no domingo que as forças americanas resgataram o segundo tripulante de um F-15E que caiu na sexta-feira em território iraniano, em uma operação que ele chamou de “audaciosa”.

Suspeitas sobre localização da operação

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, afirmou que há “muitas dúvidas e incertezas” sobre a operação de resgate.

“A área onde se alegava que o piloto americano estava, na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, fica muito distante da área onde tentaram pousar ou pretendiam pousar suas forças no centro do Irã“, disse Baqai.

“A possibilidade de que tenha sido uma operação de engano para roubar urânio enriquecido não deve ser ignorada de forma alguma”, acrescentou o porta-voz iraniano.

Instalação nuclear no centro do país

No centro iraniano há uma instalação de processamento de urânio na província de Yazd. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, o Irã possui 440 kg de urânio enriquecido a 60%, suficientes para cerca de 15 bombas de menor potência.

Baqai classificou a operação americana como um “desastre” para os Estados Unidos.

Detalhes da queda e resgate

O regime iraniano afirma ter abatido o caça americano na sexta-feira. A aeronave caiu no sudoeste do país, e um dos pilotos foi resgatado rapidamente pelas forças americanas no mesmo dia.

O segundo tripulante permaneceu desaparecido por cerca de 40 horas, escondido em uma fenda rochosa na Cordilheira de Zagros, até ser encontrado no domingo.

O Exército iraniano declara ter destruído dois helicópteros Black Hawk e dois aviões de transporte C-130 que participavam das buscas na província de Isfahan.

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