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STJ afasta ministro Marco Buzzi após nova denúncia de assédio

Magistrado ficará fora das funções até março, por decisão unânime do tribunal. Caso envolve acusações de assédio confirmadas por testemunhas.

Uma nova acusação de assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi levou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) a afastá-lo do cargo de forma cautelar e temporária. A medida foi tomada por unanimidade entre os ministros após o depoimento de uma nova denunciante, confirmado por testemunhas.

O novo relato, mantido sob sigilo, descreve comportamento semelhante ao da jovem de 18 anos que já havia denunciado Buzzi por assédio em uma praia de Santa Catarina. O depoimento foi prestado na segunda-feira (9) à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).


Afastamento temporário e restrições

Segundo o STJ, o afastamento é “cautelar, temporário e excepcional”, válido até 10 de março, quando o tribunal volta a se reunir para analisar os resultados da sindicância interna.

Durante esse período:

  • Buzzi não poderá acessar seu local de trabalho nem usar veículos oficiais

  • Continuará recebendo o salário de R$ 44 mil

  • Apresentou atestado médico com pedido de licença de 90 dias por recomendação psiquiátrica


Investigações em andamento

O caso tramita em três frentes:

  • CNJ e STJ apuram a conduta na esfera administrativa

  • Supremo Tribunal Federal (STF) conduz inquérito criminal, por conta do foro privilegiado do ministro

Na carta enviada aos colegas do tribunal, Buzzi nega as acusações e afirma que provará sua inocência.

“Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instaurados demonstrarei minha inocência”, escreveu.

A jovem que o acusa tem 18 anos e é filha de amigos próximos do ministro, que tem 68.


Pressão interna e tentativa de conter crise

Nos bastidores, ministros do STJ já defendiam o afastamento desde a semana passada, temendo o desgaste público. Havia preocupação de que novas denúncias surgissem e o caso arrastasse o tribunal para uma crise institucional.

O próprio Buzzi ainda pode pedir aposentadoria voluntária antes da abertura de um eventual processo administrativo disciplinar. Caso esse processo seja instaurado, a aposentadoria deixa de ser uma opção.

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