Política

União Brasil e PP saem em defesa de Toffoli após escândalo do Banco Master

Quebra do sigilo de Daniel Vorcaro e a saída de Dias Toffoli da relatoria elevaram a pressão em Brasília. Processo foi redistribuído no Supremo Tribunal Federal para o ministro André Mendonça

Os figurões do Centrão entraram oficialmente em campo para tentar conter o incêndio institucional que tomou conta de Brasília. Nesta sexta-feira, Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP), e Antonio Rueda, presidente do União Brasil, divulgaram uma nota conjunta em forte defesa do ministro Dias Toffoli.

O movimento coordenado ocorre logo após o magistrado deixar a relatoria das investigações envolvendo o Banco Master, em meio a uma escalada de pressões políticas e descobertas da Polícia Federal.

A operação de blindagem

No documento assinado pelos líderes partidários, PP e União Brasil adotam um tom de ataque aos investigadores e defesa irrestrita do ministro. Os partidos afirmam que Toffoli é alvo de “narrativas sem base factual” e classificam a exposição do caso como uma tentativa deliberada de desgaste institucional do Supremo.

Os principais pilares da nota do Centrão destacam:

  • Voto de confiança: Reafirmam a confiança na “integridade” de Dias Toffoli.

  • Ataque a vazamentos: Criticam duramente a exposição pública do caso e dos relatórios da Polícia Federal.

  • Apoio em bloco: O partido Solidariedade também divulgou um posicionamento na mesma linha, mostrando o alinhamento de diversas frentes do Congresso para proteger o magistrado.

O estopim: celular quebrado e a saída da relatoria

A tensão na Praça dos Três Poderes atingiu o ápice quando a Polícia Federal avançou sobre os dados de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Com o acesso às mensagens e transações do banqueiro, a PF produziu um relatório apontando menções diretas ao nome de Dias Toffoli.

O material detalha relações comerciais cruzadas envolvendo empresas de familiares do ministro e fundos ligados a Vorcaro. Diante da materialidade das provas e do constrangimento de investigar um caso onde é citado, Toffoli concordou em abrir mão da condução do inquérito.

STF ataca a PF e Congresso segura o impeachment

A reação do sistema político e judiciário foi imediata. Ao invés de isolar o ministro, a cúpula de Brasília cerrou fileiras em sua defesa:

  • Fechamento no Supremo: Nos bastidores, ministros de peso como Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Flávio Dino manifestaram apoio a Toffoli durante uma tensa reunião interna, direcionando pesadas críticas à atuação da Polícia Federal.

  • Gaveta no Senado: O Partido Novo protocolou um pedido de impeachment contra Toffoli no Senado Federal. No entanto, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), já sinalizou que não dará andamento ao processo, garantindo a sobrevida do ministro.

A batata quente nas mãos de André Mendonça

Com a saída estratégica de Toffoli, o processo foi redistribuído por sorteio e caiu no colo do ministro André Mendonça. Agora, a Capital Federal prende a respiração enquanto aguarda os próximos passos do novo relator, que já assumiu o inquérito sob a expectativa de receber novos e explosivos relatórios da Polícia Federal nas próximas semanas.

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