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Pequeno pescador: a paixão de Francisco que une gerações

Entre iscas, varinhas e muita empolgação, o pequeno Francisco Stieven Cimarostti, de apenas 3 anos, já demonstra uma paixão genuína pela pescaria, hábito que herdou do pai, Fábio Cimarostti, e que conta com o apoio e o olhar atento da mãe, Daniela Stieven. Eles são moradores de Doutor Ricardo e nessas férias “Chico” se esbaldou na pescaria.

O gosto se intensificou especialmente durante as férias, quando a rotina se torna mais leve e as crianças têm mais liberdade para explorar suas preferências.

Peixes dominam as telas do garoto

Desde cedo, Francisco acompanha o pai nas preparações para as pescarias. Ajuda a organizar iscas artificiais, linhas, anzóis, carretilhas e demais apetrechos, demonstrando atenção e entusiasmo. Em casa, assiste a vídeos de pesca, sem preferência por um programa específico, desde que o conteúdo envolva peixes.

Além das telas, a brincadeira também ganha forma no cotidiano: o menino tem brinquedos de pesca e varinhas, incluindo uma vara vermelha que considera seu “xodó” — com ela, desde bebê, diz que vai pescar traíras no Alegrete com o pai.

Francisco já participou de diversas pescarias reais, seja com o pai, avós, padrinhos ou tios. Em rios, açudes ou arroios, sempre que é convidado, ele é parceiro certo. E mais do que acompanhar, surpreende pela capacidade de reconhecer espécies de peixes.

Outro traço que chama a atenção é o envolvimento completo com a experiência: ele gosta de pescar, não tem nojo de minhocas, aprecia o cheiro da pescaria e até gosta de comer o que pesca.

Para os pais, esse interesse revela muito mais do que um simples passatempo. Mostra que, mesmo tão novas, as crianças já possuem personalidade, gostos e preferências que se expressam com autenticidade. “As circunstâncias da vida até moldam, mas a essência predomina. O simples é encantador”, afirma Daniela.

A relação com a pesca também tem servido de base para valores e ensinamentos. Francisco está aprendendo que o peixe é um ser vivo, que faz parte do meio ambiente e tem uma história. Aprende que, às vezes, é preciso devolver o peixe ao rio e aceitar que a pescaria nem sempre “rende pra mim ou pra nós”, como ele costuma dizer. Nesse processo, a pescaria se transforma em lição de vida e conexão com a natureza — tudo no tempo e na linguagem da infância, explica a mãe do menino.

Legado

Esse amor pela pesca atravessa gerações na família. O avô materno de Francisco, Alceu Luiz Stieven, já falecido, também era apaixonado por pescar, lembrança que segue viva na memória de Daniela. Ela própria também aprecia a atividade, embora prefira pescarias em açudes, atrás de peixes maiores.

“O exemplo é o principal ensinamento. A criança reproduz o que vê. Francisco vê, vive e sente a pesca desde pequeno, como meu pai me ensinou um dia”, resume Daniela, emocionada.

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