Política

Ex-dirigentes do INSS negociam delação e citam Lulinha e políticos em investigação sobre fraudes

Defesa de Lulinha nega envolvimento; ex-ministra também contesta menções em apuração da Polícia Federal

reportagem2 min de leitura

Dois ex-integrantes do alto escalão do INSS negociam delação premiada na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos sobre aposentadorias. Presos desde 13 de novembro, eles teriam citado políticos e o empresário Fábio Luís Lula da Silva.

A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles. Em nota nesta quarta-feira (25), a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, afirmou que ele “não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”.


Quem são os investigados

Os acordos de colaboração envolvem:

  • Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador do INSS

  • André Fidelis, ex-diretor de Benefícios

Ambos estão presos preventivamente desde 13 de novembro.


Valores sob investigação

Segundo a Polícia Federal, Virgílio é acusado de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas a entidades que aplicavam descontos considerados ilegais nas aposentadorias.

Desse total:

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  • R$ 7,5 milhões teriam origem em empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”

  • Parte dos valores teria sido destinada a empresas e contas da esposa do ex-procurador

  • A PF aponta ainda aumento patrimonial de R$ 18,3 milhões

Já André Fidelis é investigado por supostamente receber R$ 3,4 milhões em propina para autorizar descontos automáticos na folha de pagamento de aposentados.


Entidades habilitadas

De acordo com o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), durante a gestão de Fidelis, em 2023 e 2024, foram habilitadas 14 entidades por meio de acordos de cooperação técnica.

Essas entidades teriam descontado cerca de R$ 1,6 bilhão de beneficiários.


Nomes citados e negativas

Entre os nomes mencionados nas tratativas de delação estaria o da ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais do governo Jair Bolsonaro, Flávia Péres, ex-Flávia Arruda, que também nega envolvimento.

O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes prepara proposta de delação. O filho de André Fidelis e a esposa de Virgílio também foram presos no curso das investigações.

As apurações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal.

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