Polícia

Suspeito de liderar facção após morte de Nego Jackson é preso na RS-135

Marcos da Silva Oliveira, 36 anos, suspeito de ter assumido a liderança da organização criminosa “Família do Sul” após a morte de Jackson Peixoto Rodrigues, o Nego Jackson, foi preso na noite de sexta-feira (10) na RS-135, em Getúlio Vargas, no norte do Rio Grande do Sul. Ele estava em liberdade desde 2020 e foi capturado dentro de uma Mercedes-Benz GLC 300.

A prisão cumpriu um mandado preventivo pelos crimes de homicídio e receptação. Segundo a Polícia Civil, Oliveira — conhecido pelos vulgos “Mãe” e “Marquinhos” — estava foragido desde fevereiro em razão de um assassinato ocorrido em 2016, em Porto Alegre.

Como a captura aconteceu

O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) recebeu a informação de que o suspeito se deslocava do Paraná para o Rio Grande do Sul. A partir daí, acionou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para monitorar o veículo. Ao perceber a fiscalização, Oliveira desviou dos postos da PRF e passou a usar rotas alternativas e rodovias estaduais.

A Brigada Militar e policiais civis da 11ª região foram acionados para fechar o cerco, culminando na abordagem e prisão do suspeito na RS-135.

Quem é Marquinhos

Conforme o Denarc, Oliveira teria assumido posição de destaque na “Família do Sul” — estrutura resultante da aliança entre duas facções — após a execução de Nego Jackson dentro da Penitenciária de Canoas (Pecan), em novembro de 2024. Na nova função, coordenaria a logística de distribuição de drogas e armas, além da gestão financeira da organização.

O investigado possui antecedentes por tráfico de drogas, homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo, e é investigado por possível lavagem de dinheiro. A Polícia Judiciária do Paraguai também o aponta como suspeito de envolvimento no duplo homicídio de Paulo Jackes e Milena Soares Bandeira, ocorrido em Assunção em 2017. Jackes exercia a função de secretário do narcotraficante Jarvis Chimenes Pavão. Segundo a polícia, há indícios de vínculos com integrantes do PCC e do Comando Vermelho (CV).

O que diz o delegado

“É uma liderança do primeiro escalão dessa facção. Ele coordenaria a distribuição de armas e drogas, representando um risco para Porto Alegre e Região Metropolitana. Agora as investigações vão avançar para verificar demais envolvidos no esquema.”

A declaração é do delegado Joel Wagner, do Denarc. A defesa de Oliveira não se manifestou até a publicação desta matéria.

Publicidade
Botão Voltar ao topo