Polícia Federal prende brasileiro foragido na Bolívia por roubo de R$ 14 milhões no Aeroporto de Caxias do Sul

A Polícia Federal confirmou neste sábado (12) a prisão, na Bolívia, de um brasileiro investigado por participação no roubo de mais de R$ 14 milhões a uma aeronave pagadora no aeroporto de Caxias do Sul (RS). A detenção ocorreu em ação de cooperação policial internacional e o homem não teve a identidade divulgada.
Segundo a PF, as investigações indicam que o preso participou do planejamento e da execução do ataque à aeronave. Contra ele havia mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira. O investigado estava foragido desde julho de 2025.
A operação
A ação contou com o apoio do Oficial de Ligação da Polícia Federal em Santa Cruz de la Sierra e da Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da Polícia Boliviana. A PF informou que autoridades brasileiras e bolivianas adotarão as providências necessárias para a transferência do preso ao Brasil, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O crime
O roubo ocorreu em 19 de junho de 2024. Nove pessoas armadas invadiram a área restrita de segurança do aeroporto utilizando três veículos blindados — dois deles caracterizados como falsas viaturas da Polícia Federal. O grupo subtraiu mais de R$ 14 milhões que eram transportados por via aérea desde Curitiba (PR). O dinheiro estava destinado a abastecer um carro-forte.
Durante a ação, houve tiroteio com as forças de segurança. O sargento Fabiano Oliveira, que trocou tiros com os assaltantes, foi baleado e morreu. Um dos suspeitos identificados pelas investigações, Silvio Wilton da Costa, conhecido como ‘Bin Laden’, também morreu em confronto com policiais militares durante o ataque.
Investigações e condenações
A PF indiciou 17 pessoas por envolvimento no crime e apontou participação do PCC. Segundo o órgão, dois integrantes da facção criminosa paulista viajaram ao Rio Grande do Sul para preparar os detalhes da ação dias antes do ataque.
Em maio de 2025, uma operação integrada com mais de 200 policiais cumpriu 21 mandados de prisão e ordens de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Ao todo, 15 pessoas já foram condenadas pela Justiça pelo assalto, segundo o Correio do Povo. A prisão na Bolívia é a mais recente medida no âmbito das investigações.






