Golpe com falsa ameaça de facção criminosa faz vítimas no Vale do Taquari

Órgãos de segurança pública alertam para um golpe que tem se repetido em municípios do Vale do Taquari. Os criminosos entram em contato por telefone ou aplicativos de mensagens, citam informações pessoais da vítima e de familiares, fazem ameaças e exigem pagamentos via Pix.
Em uma das abordagens mais comuns, os golpistas afirmam que a pessoa teria se envolvido com uma mulher casada ligada a uma facção criminosa ou causado algum problema ao grupo. Em seguida, enviam mensagens intimidatórias, fotos ou vídeos de armas para aumentar o medo e pressionar pelo pagamento.
A intenção é fazer com que a vítima acredite que ela ou seus familiares correm risco. Sob pressão, os criminosos exigem transferências imediatas.
No último mês, um órgão de segurança pública da região tomou conhecimento de cerca de oito a nove casos. Em Cruzeiro do Sul, uma tentativa recente não resultou em pagamento. Já em Lajeado, os golpistas exigiram R$ 1.500 em uma das ocorrências.
A orientação é não realizar transferências, interromper o contato, bloquear o número e registrar boletim de ocorrência. A polícia também deve ser comunicada imediatamente.
As forças de segurança destacam que a citação de nomes de familiares ou de outros dados pessoais não significa que a vítima esteja sendo monitorada. Essas informações podem ser obtidas em redes sociais ou em bancos de dados vazados.
A principal estratégia do golpe é a pressão psicológica. Por isso, a recomendação é manter a calma, não negociar e procurar a polícia. Nenhuma instituição de segurança reconhece ou orienta cobranças por Pix para resolver supostos conflitos.






