Correios acumulam prejuízo 83% maior no 1º trimestre de 2026

O balanço divulgado pelos Correios mostra que o prejuízo líquido entre janeiro e março de 2026 chegou a R$ 3,158 bilhões, valor R$ 1,4 bilhão superior ao registrado no primeiro trimestre do ano passado. A estatal não projeta recuperação antes de 2027.
Para moradores do Vale do Taquari que dependem dos serviços postais — de encomendas do e-commerce entregues em Lajeado, Encantado e Estrela a correspondências oficiais em municípios menores como Muçum e Roca Sales —, o cenário financeiro da empresa levanta dúvidas sobre a manutenção da qualidade e da capilaridade do atendimento na região.
Operação melhora, mas despesas pesam
Apesar do resultado negativo no fechamento das contas, os Correios registraram lucro bruto de R$ 153,4 milhões no trimestre — uma reversão em relação ao início de 2025, quando a empresa havia apresentado prejuízo bruto. O dado indica melhora na operação direta antes da contabilização de despesas administrativas e financeiras.
O relatório contábil da estatal aponta que o desempenho foi pressionado principalmente pela queda contínua das receitas dos serviços postais tradicionais, historicamente a principal fonte de renda da empresa.
Concorrência no e-commerce aperta
Os segmentos de logística e e-commerce — hoje os mais rentáveis do setor — concentram a disputa com operadores privados que avançaram sobre fatias de mercado antes dominadas pelos Correios. A expansão dessas empresas exige adaptações da estatal para manter competitividade justamente nas rotas e volumes que mais crescem no país.






