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Vales do Taquari e Rio Pardo têm dois alertas de tempo severo nos próximos dias

O Rio Grande do Sul entra em sequência de instabilidades com dois alertas meteorológicos voltados às regiões dos Vales do Taquari e do Rio Pardo. O primeiro começa nesta quinta-feira (16), com risco de temporais, vento forte, granizo e descargas elétricas. O segundo está previsto a partir de terça-feira (21), quando a previsão aponta possibilidade de chuva persistente e grandes volumes acumulados.

Conforme a Climatempo, a mudança no tempo ocorre pela combinação de frente fria, alta disponibilidade de umidade e ventos em diferentes níveis da atmosfera. A instabilidade deve permanecer atuando sobre o Estado por vários dias, com possibilidade de novos episódios de chuva intensa.

Primeiro alerta: temporais de quinta a segunda

As primeiras áreas de instabilidade surgem entre o fim da tarde e o início da noite de quinta-feira, inicialmente pelo Oeste, Campanha e Região Central, com rajadas de vento entre 60 km/h e 80 km/h, muitos raios e possibilidade de granizo.

Na sexta-feira (17), o sistema avança e concentra atenção nos Vales do Taquari, Rio Pardo e Sinos, além da Região Metropolitana. A chuva pode ocorrer de forma intensa em curto período, elevando o risco de alagamentos, queda de árvores, danos na rede elétrica e transtornos em áreas urbanas. As rajadas podem chegar a 90 km/h.

No sábado (18), o alerta se mantém para os Vales, com possibilidade de chuva forte, granizo, raios e elevação de córregos. No domingo (19), a instabilidade ganha força principalmente na metade norte gaúcha. Na segunda-feira (20), ainda há previsão de chuva em diferentes regiões, mantendo o risco de transtornos.

Segundo alerta: chuva volumosa a partir de terça

A partir de terça-feira (21), um novo cenário de atenção prevê chuva persistente e acumulados elevados, especialmente em áreas do centro e norte do Estado, incluindo regiões dos Vales. Os volumes exatos dependem das próximas atualizações meteorológicas.

A preocupação dos especialistas é com a possibilidade de chuva prolongada, que pode aumentar o risco de alagamentos, transbordamentos e elevação dos níveis dos rios e arroios. Meteorologistas apontam o El Niño como pano de fundo da circulação atmosférica, mas ressaltam que os eventos de chuva extrema não podem ser atribuídos exclusivamente ao fenômeno, já que outros sistemas também influenciam cada episódio. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul acompanha a evolução das condições.

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