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Julho Amarelo alerta para diagnóstico precoce das hepatites virais

A campanha Julho Amarelo reforça, em todo o país, a prevenção, a testagem e o tratamento das hepatites virais. Como algumas dessas infecções podem permanecer silenciosas durante anos, o diagnóstico precoce é essencial para evitar danos graves ao fígado.

As hepatites são inflamações provocadas por diferentes vírus, classificados de A a E. No Brasil, os tipos A, B e C estão entre os que recebem maior atenção dos serviços de saúde.

A hepatite A é transmitida principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados. Já a hepatite B pode ser contraída pelo contato com sangue, em relações sexuais sem preservativo ou durante a transmissão da mãe para o bebê.

A hepatite C ocorre principalmente pelo contato com sangue contaminado. Quando não identificadas e tratadas, as hepatites B e C podem se tornar crônicas e evoluir para cirrose ou câncer de fígado.

Doença pode avançar sem apresentar sintomas

A ausência de sinais nas fases iniciais é um dos principais desafios para o diagnóstico. Em muitos casos, a pessoa infectada passa anos sem perceber qualquer alteração no organismo.

Quando aparecem, os sintomas podem incluir:

  • pele e olhos amarelados;
  • urina escura;
  • fezes claras;
  • cansaço intenso;
  • dor ou inchaço abdominal;
  • náuseas e perda de apetite.

A presença desses sinais deve ser avaliada por um profissional de saúde. A confirmação da doença depende de exames.

Testagem está disponível pelo SUS

O Sistema Único de Saúde oferece testes para as hepatites B e C, além de acompanhamento e tratamento aos pacientes diagnosticados. A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde para verificar a disponibilidade e receber encaminhamento adequado.

A testagem merece atenção especial entre pessoas que receberam transfusões de sangue ou hemoderivados antes de 1993, período anterior à implantação da triagem obrigatória para hepatite C nos bancos de sangue brasileiros.

Também devem conversar com profissionais de saúde pessoas que compartilharam seringas, agulhas ou objetos perfurocortantes, fizeram tatuagens ou colocaram piercings em locais sem controle sanitário, além de quem teve contato com sangue potencialmente contaminado.

Alicates e lâminas não devem ser compartilhados

A transmissão pode ocorrer por meio de pequenas quantidades de sangue presentes em objetos de uso pessoal. Por isso, alicates de unha, lâminas de barbear, agulhas, seringas e outros materiais cortantes não devem ser compartilhados.

Em salões de beleza, os instrumentos reutilizáveis precisam passar por esterilização adequada. Nos procedimentos de tatuagem e colocação de piercings, agulhas e materiais descartáveis devem ser abertos na presença do cliente.

O uso de preservativo também ajuda a reduzir o risco de transmissão da hepatite B e de outras infecções sexualmente transmissíveis.

Vacinas protegem contra os tipos A e B

A vacina contra a hepatite B está prevista no calendário de imunização. Pessoas que não sabem se completaram o esquema devem procurar uma unidade de saúde e apresentar, quando disponível, a carteira de vacinação.

A vacina contra a hepatite A integra o calendário infantil, com dose indicada aos 15 meses, e também pode ser oferecida a grupos específicos conforme avaliação dos serviços de saúde.

Não existe vacina contra a hepatite C. A prevenção depende de cuidados para evitar contato com sangue contaminado e da realização de testes.

Hepatite C tem cura

Os medicamentos antivirais de ação direta podem curar mais de 95% dos casos de hepatite C, geralmente com tratamentos orais de curta duração.

A hepatite B nem sempre tem cura definitiva, mas pode ser controlada com acompanhamento e medicamentos, reduzindo o risco de progressão da doença.

Em caso de dúvida, a recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima. A rede pública oferece orientação, vacinação, exames e encaminhamento para tratamento.

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