Mundo

Novo mapa-múndi mostra continentes em proporções mais reais

Silas Santos3 min de leitura

Mundo A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, na sexta-feira, 4, uma resolução que recomenda a adoção de uma nova representação cartográfica do mundo. O modelo, chamado Equal Earth (Terra Igual), busca apresentar os continentes em proporções mais próximas de suas dimensões reais, com destaque para a África, a América do Sul e o sul da Ásia.

A proposta foi apresentada pelo Togo, com apoio da União Africana, e recebeu 164 votos favoráveis. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra, enquanto seis nações se abstiveram. A resolução não obriga governos ou empresas a abandonar o mapa tradicional, mas incentiva a adoção de representações mais precisas em materiais educacionais, institucionais e digitais.

O novo modelo reduz as distorções da projeção de Mercator, criada em 1569 pelo cartógrafo Gerardus Mercator para auxiliar a navegação marítima. Embora tenha sido desenvolvida para essa finalidade, a projeção passou a ser amplamente utilizada em livros, mapas oficiais e plataformas digitais.

Na representação tradicional, regiões próximas aos polos aparecem visualmente maiores do que são, enquanto áreas próximas à linha do Equador parecem menores. É por isso que a Groenlândia pode parecer ter dimensão semelhante à da África, embora o continente africano seja cerca de 14 vezes maior.

A mudança também altera a percepção sobre o Brasil. Na projeção de Mercator, o país pode parecer ter tamanho próximo ao do Alasca. No modelo Equal Earth, a diferença entre os territórios fica mais evidente, aproximando a representação de suas áreas reais.

A proposta foi defendida como uma forma de corrigir distorções históricas na maneira como o mundo é representado. Para os países africanos, os mapas não são apenas ferramentas de localização, mas também influenciam a educação, a cultura e a percepção sobre a importância dos continentes.

A adoção do novo modelo, no entanto, não significa o fim da projeção de Mercator. Ela continua útil para a navegação, enquanto outras projeções podem ser mais adequadas para representar áreas, distâncias ou formas. A decisão da ONU busca ampliar o uso de mapas que mostrem as dimensões territoriais de maneira mais equilibrada.

Receba as principais do diaComunidade no WhatsApp, sem spamEntrar
Viu algo acontecendo?Mande foto, vídeo ou sugestão de pautaEnviar
Siga no GoogleVeja o FORÇA DO VALE primeiro nas buscasFonte preferida

Leia também

Últimas