Homem chamado de ‘serial killer’ na Paraíba é preso vestido de mulher e confessa 11 homicídios

Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, preso na Paraíba após tentar escapar vestido com roupas femininas, confessou a autoria de 11 homicídios, segundo a Polícia Civil. O homem é investigado por uma série de assassinatos na região do Vale do Mamanguape.
A atualização mais recente da investigação aponta que Jorlan responde oficialmente por ao menos 21 homicídios. Segundo o delegado Douglas Garcia, 16 desses crimes teriam ocorrido entre maio e agosto deste ano.
Durante o interrogatório, o suspeito também afirmou ter cometido cerca de 80 assassinatos ao longo da vida e declarou que seu primeiro homicídio teria ocorrido quando tinha 13 anos. A Polícia Civil, porém, ainda não confirmou esse número. As autoridades estão cruzando a declaração com inquéritos, provas e outros registros de homicídios.
Entre os crimes investigados está um duplo homicídio ocorrido em 1º de agosto, em Rio Tinto, no Litoral Norte da Paraíba. Conforme a investigação, Jorlan teria participado do assassinato de dois comerciantes junto com outros quatro homens. A polícia também apura a possível participação dele na morte de uma jovem. O corpo teria sido localizado depois que o próprio suspeito indicou aos investigadores onde estaria enterrado.
Prisão após mais de 30 horas de buscas
Jorlan foi preso no domingo, 13 de setembro, em Mulungu, após uma operação que durou mais de 30 horas. Durante a tentativa de fuga, ele usava vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas. Também carregava uma criança de colo que, segundo a polícia, não era sua filha nem tinha parentesco com ele.
A estratégia teria sido utilizada para dificultar sua identificação durante o cerco policial. Segundo os investigadores, uma tatuagem ajudou a revelar a identidade do suspeito quando o vestido se deslocou durante a fuga.
A operação envolveu policiais civis, militares e equipes de inteligência. Jorlan chegou a fugir para uma área de mata, mas acabou localizado após as buscas na região de Mulungu e Alagoinha. Contra ele havia mandados de prisão em aberto.
Após a prisão, a Justiça converteu a detenção em preventiva. Na terça-feira, 15 de setembro, ele foi encaminhado ao Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa.
Investigação sobre possível facção
A Polícia Civil também investiga uma possível ligação de Jorlan com uma organização criminosa que atua na região. Segundo os investigadores, ele teria relação com o Comando Vermelho, embora o próprio suspeito negue integrar a facção.
Em depoimento, Jorlan teria afirmado que agia por conta própria e justificou os assassinatos como uma espécie de “guerra pessoal”. Segundo seu relato, as pessoas envolvidas nos crimes seriam indivíduos que ameaçavam sua família ou estariam ligados a atividades criminosas. Essa versão é investigada pela polícia e não representa uma conclusão sobre a motivação dos homicídios.
A Polícia Civil continua investigando os 21 homicídios relacionados ao nome de Jorlan e também tenta verificar se a declaração sobre cerca de 80 mortes corresponde a outros crimes. Até o momento, esse número permanece como uma alegação feita pelo próprio suspeito.






