Trânsito

Ponte entre Anta Gorda e Guaporé: mudança no plano de obras pode evitar colapso no trânsito de Roca Sales

A possibilidade de interdição da ponte sobre o Rio Guaporé, entre Anta Gorda e Guaporé, provocou preocupação entre os municípios do Vale do Taquari, especialmente Roca Sales, que já enfrenta impactos no trânsito em razão das restrições na ponte entre Encantado e Muçum. Inicialmente previsto para 13 de outubro, o bloqueio total poderá ser evitado com uma mudança na execução dos trabalhos de recuperação das cabeceiras.

Conforme informação repassada à reportagem pelo prefeito de Anta Gorda, Francisco David Frighetto, o Xico, a ponte não precisará ser totalmente interditada. A alternativa apresentada prevê a manutenção da passagem de veículos enquanto os serviços estiverem em andamento.

O engenheiro Caio Nastari, da Eco Pontes, empresa responsável pela obra, explicou que a recuperação será executada de forma alternada, começando por um dos lados da ponte e avançando posteriormente para o outro. Dessa maneira, o trânsito poderá continuar em meia pista, sem necessidade de interromper completamente a ligação entre os dois municípios.

A informação representa uma alteração em relação ao planejamento divulgado na quarta-feira (7), quando havia sido anunciada uma interdição total a partir do dia 13, com previsão de aproximadamente 60 dias de trabalhos. A mudança ainda depende de confirmação em um comunicado formal com o cronograma definitivo.

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Mazinho alerta para risco de colapso em Roca Sales

A possibilidade de fechamento da ponte mobilizou o prefeito de Roca Sales, Jones Wunsch, o Mazinho, preocupado com o aumento do fluxo de veículos pelas ruas do município.

“Se todo o trânsito tiver que passar aqui por Roca Sales, a gente vai ter um colapso do trânsito aqui”, alertou o prefeito.

O principal problema é a sobreposição das restrições em duas importantes ligações regionais. A ponte da ERS-129, entre Encantado e Muçum, foi reaberta parcialmente em 3 de setembro, mas a circulação de veículos pesados continua proibida enquanto avançam os trabalhos de recuperação do pilar.

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Nesse cenário, adiar um eventual bloqueio total entre Anta Gorda e Guaporé até a liberação da ponte de Muçum para caminhões seria uma alternativa para reduzir os impactos sobre Roca Sales. Contudo, ainda não há confirmação pública de que Mazinho tenha formalizado essa negociação junto à empresa ou aos municípios responsáveis.

Empresa também fará correção em um dos vãos

Além da recuperação das cabeceiras, a Eco Pontes deverá corrigir um deslocamento lateral de aproximadamente dois centímetros identificado em um dos três vãos da ponte.

Uma vistoria realizada na terça-feira (6), com participação de representantes da Prefeitura de Guaporé e técnicos da empresa, concluiu que a movimentação não comprometeu a estabilidade da estrutura. O serviço previsto inclui a elevação do vão com macacos hidráulicos, seu reposicionamento e a recuperação da fixação junto ao pilar.

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A recuperação das cabeceiras também prevê estruturas de contenção com gabiões para estabilizar os aterros dos acessos.

Prefeituras de Guaporé e Anta Gorda já haviam pedido apoio à EGR

O impacto do trânsito pesado na ligação entre os municípios também motivou uma iniciativa conjunta dos prefeitos de Guaporé, Odair Rossetto, e de Anta Gorda, Xico Frighetto.

Em reunião realizada em 29 de setembro, na Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), em Porto Alegre, Rossetto solicitou apoio para a manutenção da estrada que liga os dois municípios, utilizada como rota alternativa por caminhões após as restrições na ERS-129.

“Hoje, nossas máquinas precisam atuar diariamente no trecho, o que acaba comprometendo outros serviços necessários no município. A reunião foi importante para buscarmos uma solução paliativa que permita manter a estrada em condições de trafegabilidade”, afirmou Rossetto.

Xico também participou da audiência e solicitou melhorias na manutenção do trecho e na pavimentação urbana de Anta Gorda, que recebe veículos pesados.

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As administrações municipais ainda discutem a pavimentação de aproximadamente 1,2 quilômetro dos acessos à ponte, divididos entre os dois municípios. O projeto prevê asfaltamento, drenagem e sinalização.

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Com a proposta de manter o trânsito em meia pista durante a recuperação, a expectativa é preservar uma importante alternativa de ligação entre a Serra e o Vale do Taquari. Permanecem pendentes a confirmação oficial do cronograma, as condições de passagem para veículos pesados e a definição de eventuais interrupções pontuais durante os trabalhos.

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