
A gaúcha Nicole Silveira terminou em 11º lugar no skeleton dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Cortina d’Ampezzo, no sábado (14). O resultado é o melhor do Brasil em provas no gelo e supera a marca obtida por ela mesma em 2022.
A atleta de 31 anos, natural de Rio Grande (RS), fechou a competição com 3min51s82, ficando 42 centésimos atrás de uma vaga no top-10. Em Pequim 2022, ela havia sido 13ª colocada.
Como funciona o skeleton
No skeleton, o competidor desce uma pista de gelo em um trenó individual, de bruços e com a cabeça à frente.
A prova é disputada em quatro descidas, divididas em dois dias. Vence quem soma o menor tempo total.
•Velocidade pode ultrapassar 140 km/h
•Largada é feita de pé
•Cada erro impacta diretamente no tempo final
As parciais da brasileira
Nicole registrou os seguintes tempos em Cortina d’Ampezzo:
•1ª descida: 57s93
•2ª descida: 57s85
•3ª descida: 58s11
•4ª descida: 57s93
A regularidade garantiu o melhor desempenho brasileiro já alcançado em uma prova de gelo em Olimpíadas de Inverno.
Pódio da prova
A medalha de ouro ficou com a austríaca Janine Flock, com tempo total de 3min49s02.
A alemã Susanne Kreher, campeã mundial em 2023, conquistou a prata, a 30 centésimos da vencedora.
O bronze foi para outra alemã, Jacqueline Pfeifer.
Comparações históricas
Entre as mulheres, o resultado de Nicole só fica atrás do 9º lugar de Isabel Clark, no snowboard cross, em Turim 2006 — até então o melhor desempenho feminino do país em Jogos de Inverno.
No cenário geral, o Brasil também celebrou recentemente o ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante.
Trajetória
Nicole nasceu em Rio Grande, no Litoral Sul do RS, e se mudou aos 7 anos para Calgary, no Canadá, onde teve contato com o skeleton.
Além da carreira no esporte de alto rendimento, ela atua como enfermeira e já treinou fisiculturismo.
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