Relvado conclui primeira etapa de estudo para orientar expansão da cidade

A primeira etapa do Estudo Socioambiental de Relvado foi concluída com o mapeamento da área urbana e dos espaços com potencial para a futura expansão da cidade. O levantamento deverá orientar decisões sobre uso do solo, crescimento urbano e ocupação de áreas próximas a locais considerados sensíveis.
O trabalho é conduzido pela Administração Municipal, com execução técnica da empresa Hectare do Brasil Ltda. Nesta fase, foram implantados pontos de controle em solo, chamados de “pontos de foto”, usados como referência para garantir a precisão das imagens e dos produtos cartográficos.
Os alvos foram georreferenciados com equipamentos GNSS de alta precisão. Na sequência, a equipe realizou voos com drone equipado com tecnologia RTK, sistema que corrige o posicionamento por satélite e aumenta a confiabilidade dos dados coletados.
Durante o levantamento, foram captadas mais de 40 mil imagens aéreas de alta resolução. O material registra relevo, edificações, sistema viário, vegetação e outros elementos da área estudada.
Com o fim dos trabalhos de campo, o projeto entra agora na fase de processamento das informações. As imagens serão analisadas em programas especializados para a elaboração de mapas e outros produtos técnicos.
Entre os materiais previstos está um ortofotomosaico georreferenciado, que reunirá em uma única imagem detalhada toda a área urbana. O documento também permitirá identificar mudanças ocorridas após a enchente de 2024.
O estudo ainda deverá gerar modelos digitais do terreno e da superfície, mapas de relevo, declividade, uso e ocupação do solo, além de plantas planialtimétricas. Em uma etapa posterior, serão instalados marcos geodésicos para servir de referência a futuros levantamentos no município.
A área analisada abrange 176 hectares, incluindo o perímetro urbano e locais passíveis de expansão. A iniciativa foi adotada após os eventos climáticos de 2024 e o mapeamento das áreas de risco feito pelo Serviço Geológico do Brasil.
O estudo deverá ajudar o município a estabelecer regras para o uso e a ocupação do solo, especialmente nas proximidades de Áreas de Preservação Permanente. A previsão é de que todo o trabalho seja concluído em até 12 meses.






