Delegado alerta para risco de novos homicídios após ataque em Lajeado

A Polícia Civil intensificou a investigação sobre o duplo homicídio registrado na tarde de segunda-feira (17), no Centro de Lajeado, diante da possibilidade de que o ataque esteja inserido em uma disputa entre organizações criminosas. A principal preocupação, segundo o delegado Juliano Stobbe, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), é evitar que o crime provoque uma nova sequência de homicídios na região.
Em entrevista ao Jornal Independente, Stobbe afirmou que os investigadores apuram uma possível conexão entre o ataque e episódios anteriores envolvendo grupos criminosos. A análise busca identificar não apenas os autores dos disparos, mas também a motivação e eventuais vínculos entre os envolvidos.
«“Preocupam muito nesse sentido, por conta de uma nova onda de homicídios estar se avizinhando talvez, e é nesse sentido a nossa prioridade para tentar estancar esse fato e debelar essa onda”, declarou Stobbe ao Jornal Independente.»
O alerta ocorre após um ataque que expôs a disputa em plena área central de Lajeado. Alexsandro Pace Dias, de 27 anos, e Romário Pacheco da Silva, de 25, foram mortos na Rua Santos Filho. Mais de 40 disparos foram efetuados durante a ação.
A investigação agora concentra esforços na reconstrução da dinâmica do crime e na identificação dos demais envolvidos. Imagens de câmeras de monitoramento, depoimentos e outros elementos recolhidos pelos investigadores integram a apuração.
Suspeito é preso e veículo da fuga é localizado
Um dos suspeitos foi preso na noite de segunda-feira, em Vale Verde, durante abordagem na ERS-405. Com ele, os policiais encontraram uma munição calibre 9 mm.
O Renault Sandero utilizado na fuga também foi localizado posteriormente no interior de Cruzeiro do Sul. O veículo circulava com placas clonadas e, segundo as informações divulgadas pelas forças de segurança, havia sido roubado em Alvorada.
A prisão e a localização do veículo representam elementos importantes para a investigação, mas ainda não encerram a apuração. A Polícia Civil busca esclarecer a participação de outros suspeitos e estabelecer a motivação do ataque.
Antecedentes das vítimas não alteram investigação
As duas vítimas possuíam antecedentes por crimes como tráfico de drogas, porte de arma e homicídio. Para Stobbe, porém, esse histórico não reduz a gravidade do caso nem muda o procedimento adotado pela Polícia Civil.
«“O fato de os indivíduos terem antecedentes criminais não minimiza o crime, o crime de homicídio continua sendo investigado da mesma maneira”, afirmou o delegado.»
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que também acompanha possíveis reações entre grupos criminosos. O objetivo imediato é esclarecer o duplo homicídio e impedir que o episódio desencadeie novos ataques.
Fonte: Jornal Independente — entrevista com o delegado Juliano Stobbe.






