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Ex-secretária de Canoas é presa por matar animais com doenças tratáveis e arrecadar doações

A ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas Paula Lopes foi presa na manhã desta segunda-feira (15) em Porto Alegre, suspeita de ordenar a morte de cães e gatos com doenças tratáveis e de captar recursos por meio de campanhas de doação baseadas em informações consideradas enganosas. Outras duas veterinárias foram detidas na mesma operação.

A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Carrasco, deflagrada pela Polícia Civil. Segundo a investigação, Paula Lopes responde por suspeitas de maus-tratos a animais, estelionato, associação criminosa e quebra de sigilo funcional.

Como funcionava o esquema

De acordo com a delegada responsável pelo caso, há indícios de que animais com doenças tratáveis eram submetidos à eutanásia para reduzir custos e acelerar atendimentos. A prática teria ocorrido tanto durante a atuação de Paula Lopes na secretaria municipal quanto no Instituto Paula Lopes, ONG por ela administrada.

O inquérito aponta que campanhas de arrecadação nas redes sociais eram realizadas sob a justificativa de custear tratamentos veterinários. Parte dos animais, porém, acabava sendo sacrificada sem avaliação adequada, segundo a polícia.

Outros investigados

A Operação Carrasco II também apura a participação de veterinários que teriam realizado os procedimentos e de uma servidora pública suspeita de repassar informações sigilosas e alterar registros oficiais.

Na primeira fase da operação, deflagrada no ano passado, já haviam sido identificadas irregularidades dentro da estrutura da secretaria municipal de Canoas. As novas evidências ampliaram o escopo da investigação e resultaram nas prisões desta segunda-feira.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre a apresentação de denúncia à Justiça.

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