Secretário-geral da ONU pede desescalada entre EUA e Venezuela após ameaça de bloqueio feita por Trump
Secretário-geral António Guterres cobrou respeito ao Direito Internacional após declaração dos EUA sobre cerco militar e bloqueio total a petroleiros
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta quarta-feira (17) uma “desescalada imediata” entre Estados Unidos e Venezuela, após o presidente Donald Trump anunciar o bloqueio total de petroleiros e afirmar que o país sul-americano está “completamente cercado” militarmente.
Apelo por moderação e respeito à lei internacional
A manifestação de Guterres foi transmitida pelo porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, que declarou a jornalistas que o secretário-geral solicita que ambos os países cumpram suas obrigações sob a Carta das Nações Unidas e demais normas do Direito Internacional.
“O secretário-geral pede moderação e reafirma a importância de se evitar qualquer ação que possa intensificar ainda mais as tensões na região”, disse Haq.
Bloqueio total e retórica militar
Na terça-feira (16), o presidente Donald Trump declarou que a Venezuela está “completamente cercada” e determinou um bloqueio total sobre petroleiros sancionados que entram ou saem do país.
A medida intensificou a crise diplomática entre os dois países e foi acompanhada de:
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Apreensão de navios venezuelanos
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Bombardeios de embarcações no Caribe e no Pacífico
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Mobilização militar de grande escala dos EUA na região
Reações de aliados e do governo Maduro
O regime de Nicolás Maduro repudiou a declaração americana, classificando a fala de Trump como uma “ameaça grotesca”.
China e Rússia, principais aliados de Caracas, também se manifestaram:
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Moscou alertou sobre possíveis “consequências imprevisíveis” para o Ocidente
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Pequim afirmou se opor a qualquer forma de assédio unilateral
Apesar da retórica dos EUA, o governo venezuelano afirmou que a exportação de petróleo e a navegação de petroleiros continuam normais.
Escalada começou em agosto
Esta não foi a primeira vez que o secretário-geral da ONU se manifestou sobre o conflito. Em agosto, Guterres já havia pedido publicamente moderação e solução pacífica das diferenças entre os dois países, que vivem uma escalada sem precedentes desde o início do segundo mandato de Trump.






