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“Ele arranha a casa”, diz idosa que afirma ser perseguida por lobisomem há três anos

Moradora de 70 anos relata barulhos, uivos e arranhões noturnos; Brigada Militar atendeu ocorrência, mas não encontrou indícios

Uma mulher de 70 anos, moradora do centro de Sentinela do Sul, afirma ouvir barulhos estranhos durante a madrugada há cerca de três anos. Em nova ocorrência registrada na última sexta-feira (23), ela relatou à Brigada Militar que uma criatura estaria arranhando as paredes de sua casa.

Arranhões e uivos durante a madrugada

“Ele caminha em volta e arranha a casa. A gente ouve barulhos, é a coisa mais feia do mundo. Vivo nervosa. Já nem gosto mais de quando cai a noite”, relatou a idosa, que vive com o filho, de 39 anos, deficiente visual.

O episódio mais recente ocorreu por volta das 3h30 da manhã, quando mãe e filho afirmaram ter escutado arranhões nas paredes, tentativas de acesso ao telhado e uivos vindos do lado de fora da residência. Segundo eles, situações semelhantes ocorrem desde 2023.

Atendimento da Brigada Militar

A Brigada Militar, por meio do 30º BPM, atendeu ao chamado e realizou uma averiguação no local, com apoio de uma viatura de Cerro Grande do Sul. Nenhum indício de invasão ou presença suspeita foi encontrado.

O boletim de atendimento foi encerrado com registro do relato, mas sem constatação de crime ou ocorrência anormal. A guarnição orientou a família a acionar novamente a BM em caso de novas situações.

Repercussão e folclore

Relatos de “lobisomem” fazem parte do folclore local em Sentinela do Sul, mas esta foi a primeira vez que a história resultou em registro policial formal. Segundo o prefeito Julio Cesar Carvalho, após a repercussão, outros moradores relataram casos semelhantes, mas nenhum com comprovação concreta.

A moradora segue temerosa. “A gente não consegue dormir. Ele tenta invadir a casa”, desabafou o filho, ainda abalado com a situação.

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