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Eduardo Leite remove vídeo após Rio Taquari superar previsão de inundação

O governador Eduardo Leite removeu das redes sociais um vídeo no qual afirmava que o Rio Taquari não deveria atingir a cota de inundação. A gravação havia sido publicada na noite de terça-feira (21), horas antes de a água avançar sobre cidades do Vale do Taquari.

Durante a madrugada de quarta-feira (22), o nível do rio subiu rapidamente, ultrapassou as cotas de inundação e provocou alagamentos, retirada de moradores e mobilização das equipes de emergência.

No vídeo retirado do ar, Leite citava os dados de monitoramento disponíveis naquele momento para indicar que o Taquari não alcançaria o nível de inundação. A publicação deixou de aparecer nos perfis do governador após a mudança no cenário.

Até a noite de quarta-feira, o governo estadual não havia apresentado uma explicação específica para a remoção da gravação.

Defesa Civil admite falha na previsão

O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira, reconheceu que os modelos usados pelo Estado subestimaram a resposta dos rios e não anteciparam a dimensão da cheia.

Segundo Boeira, os sistemas trabalhavam com uma previsão de até 150 milímetros de chuva, mas algumas áreas das cabeceiras da bacia registraram volumes próximos ou superiores a 200 milímetros.

Os modelos hidrológicos subestimaram a resposta dos rios.

A atualização que indicava um agravamento da cheia chegou durante a madrugada. A partir dos novos dados, o centro de monitoramento entrou em contato com as prefeituras para a execução dos planos de contingência.

Novo vídeo alertou moradores

Na manhã de quarta-feira, Eduardo Leite publicou uma nova gravação para alertar sobre o risco muito alto de inundação no Vale do Taquari.

O governador informou que uma atualização do Serviço Geológico do Brasil passou a indicar a possibilidade de elevação do rio e que o sistema Cell Broadcast havia sido acionado para enviar alertas aos celulares de moradores de municípios ameaçados.

O episódio voltou a levantar questionamentos sobre a precisão das projeções hidrológicas utilizadas pelo Estado e sobre a comunicação oficial com a população durante situações de emergência.

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