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Uso de aquecedores e lareiras exige cuidados para evitar incêndios no inverno

O aumento no uso de aquecedores, estufas, lareiras e fogões a lenha durante o inverno também eleva o risco de incêndios e queimaduras dentro de casa. O Corpo de Bombeiros orienta que os equipamentos sejam mantidos longe de materiais inflamáveis e passem por manutenção periódica.

Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul mostram que as ocorrências relacionadas a fontes térmicas passaram de 1.196 em 2024 para 1.298 em 2025, aumento de 8,5%. Até 22 de junho de 2026, o Estado havia registrado 519 casos.

Distância mínima reduz risco de incêndio

Entre os acidentes mais frequentes estão os que envolvem lareiras ecológicas e estufas elétricas.

A recomendação é deixar esses equipamentos a pelo menos um metro de distância de cortinas, sofás, roupas, móveis, papéis e outros objetos que possam pegar fogo.

Roupas não devem ser colocadas sobre estufas ou em varais próximos aos aparelhos. O calor emitido pode incendiar o tecido mesmo sem contato direto com a resistência.

Em entrevista ao Correio do Povo, o tenente Rafael Vieira, porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar do Estado, relatou um caso em que um varal colocado perto de uma estufa provocou um incêndio em apartamento.

Álcool inadequado aumenta perigo em lareiras ecológicas

Nas lareiras ecológicas, um dos principais riscos está no uso de combustível não indicado pelo fabricante.

Conforme o Corpo de Bombeiros, o álcool de posto de combustível é mais volátil e pode formar uma concentração de vapor ao redor do recipiente, aumentando o risco de explosões, labaredas e queimaduras graves.

Antes de reabastecer a lareira, é necessário esperar que o recipiente metálico esfrie completamente. Colocar álcool com o equipamento ainda quente pode provocar uma ignição repentina.

Também é importante seguir as especificações do fabricante e não improvisar combustíveis.

Estufas exigem atenção à rede elétrica

As estufas elétricas consomem grande quantidade de energia e podem sobrecarregar instalações antigas ou inadequadas.

O usuário deve verificar se a fiação suporta a potência do equipamento e evitar ligar estufas, aquecedores, aparelhos de ar-condicionado e outros itens de alto consumo na mesma tomada.

Adaptadores do tipo “T” e extensões também devem ser evitados. A concentração de vários aparelhos em um único ponto pode causar superaquecimento, curto-circuito e incêndio.

A orientação é revisar o equipamento a cada um ou dois anos, observando o estado do cabo, da tomada, das resistências e da estrutura externa.

Lareiras e fogões precisam de ventilação

Lareiras e fogões a lenha liberam fumaça, gases e brasas. Por isso, o ambiente precisa ter circulação de ar.

O Corpo de Bombeiros recomenda manter uma pequena abertura em uma janela para renovar o oxigênio e reduzir o risco provocado pelo acúmulo de monóxido de carbono, gás que não tem cor nem cheiro.

A chaminé também deve passar por limpeza e inspeção. O acúmulo de fuligem pode pegar fogo e fazer com que as chamas atinjam o forro ou o telhado.

Madeiras pintadas, envernizadas ou tratadas com produtos químicos não devem ser queimadas. Caixas, plásticos e outros materiais impróprios podem produzir labaredas, gases tóxicos e resíduos inflamáveis.

Principais cuidados

  • Mantenha aquecedores e lareiras a um metro de objetos inflamáveis;
  • Não use estufas para secar roupas;
  • Evite adaptadores, extensões e tomadas sobrecarregadas;
  • Verifique se a instalação elétrica suporta a potência do aparelho;
  • Espere a lareira ecológica esfriar antes de colocar combustível;
  • Use somente o combustível indicado pelo fabricante;
  • Não queime madeira pintada, plástico, papelão ou lixo;
  • Mantenha uma fresta da janela aberta em ambientes com fogo;
  • Limpe e revise chaminés antes do período de maior uso;
  • Desligue os aparelhos antes de dormir ou sair de casa.

Em caso de princípio de incêndio, a orientação é deixar o imóvel, retirar outras pessoas do local e acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. A tentativa de combater as chamas sem equipamentos adequados pode agravar a situação.

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