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Motorista aceita pagar, mas exige estrada em ordem

Pesquisa mostra que usuários dos Blocos 1 e 2 das concessões no RS priorizam segurança e manutenção antes do valor da tarifa

Motoristas que trafegam pelos Blocos 1 e 2 das concessões rodoviárias do Rio Grande do Sul afirmam aceitar o pagamento de pedágio, desde que haja melhorias efetivas nas estradas. Buracos, falta de conservação e risco de acidentes lideram as reclamações.

Levantamento aponta que mais de 84% dos entrevistados consideram o pedágio justo apenas quando resulta em boa manutenção, mais segurança e redução no tempo de viagem. O valor da tarifa aparece como preocupação secundária diante das condições atuais das rodovias.


O que mais incomoda os usuários

Entre os principais problemas citados estão:

  • Buracos na pista

  • Falta de conservação

  • Ausência de duplicações

  • Risco de acidentes

A percepção predominante é de que a cobrança só se justifica com retorno prático ao motorista.


Diferença entre os blocos

No Bloco 2, 44,2% dos entrevistados dizem estar dispostos a pagar pedágio se perceberem contrapartidas claras. Já 29,1% afirmam não achar justa a cobrança.

No Bloco 1, a resistência é maior: 42,9% dizem não considerar justo pagar pedágio, reflexo da desconfiança gerada por modelos anteriores.

Mesmo assim, há reconhecimento da necessidade de investimento:

  • 49% dos usuários do Bloco 1

  • 66,3% dos usuários do Bloco 2


Valor considerado aceitável

A faixa apontada como mais adequada pelos entrevistados varia entre R$ 5 e R$ 12.

A maioria não rejeita os projetos de concessão, mas defende revisão das tarifas para evitar impacto maior no custo logístico do Estado.

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