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Defensoria processa emissoras por suposto “linchamento virtual” de mãe após morte de filhos

Ação pede retirada de conteúdos, retratação e indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE/GO) ajuizou ação contra 10 veículos de comunicação após a repercussão do caso ocorrido em Itumbiara, no qual duas crianças foram mortas pelo pai. O órgão sustenta que publicações e comentários teriam incentivado um “linchamento virtual” contra a mãe.

O episódio é investigado como duplo homicídio seguido de suicídio. Conforme apuração da Polícia Civil de Goiás, o pai, Thales Machado, teria atirado contra os filhos e, em seguida, tirado a própria vida.

Pedido de retirada e indenização

A ação foi proposta pelo Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher da Defensoria.

O pedido inclui:

  • Retirada de publicações e comentários

  • Retratação por parte dos veículos

  • Indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos

Segundo a Defensoria, conteúdos publicados teriam deslocado o foco do crime para a conduta da mãe, expondo-a a ataques em momento de vulnerabilidade.

Em nota, o órgão afirmou que alguns veículos teriam mantido comentários ofensivos em seus canais e divulgado imagens e vídeos de caráter íntimo.

A Defensoria destacou que atua na proteção de interesses coletivos, e eventual indenização será revertida a fundo público específico.

Veículos citados

A ação inclui empresas como:

  • CNN Brasil

  • Globo Comunicação e Participações

  • Rádio e Televisão Record

  • Metrópoles

  • Televisão Anhanguera

  • TV Serra Dourada

  • Mais Goiás

  • Opção Notícias

O processo tramita sob o número 5130386-43.2026.8.09.0051.

Relembre o caso

O crime ocorreu na madrugada do dia 12, em um condomínio de Itumbiara. Um dos meninos morreu no local. O outro chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos, mas não resistiu.

Horas antes, o autor havia publicado vídeo nas redes sociais ao lado dos filhos.

A investigação segue sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), que informou não haver indícios de participação de terceiros.

Fonte: Migalhas

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