Política

Zema promete privatizar Petrobras e Banco do Brasil para investir em infraestrutura

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou neste sábado (18) que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil caso seja eleito em 2026. Durante discurso no 10º Encontro Nacional do partido, em São Paulo, Zema disse que os recursos obtidos com as privatizações serão destinados a investimentos em infraestrutura.

“Vamos começar privatizando a Petrobras e o Banco do Brasil. E não é para pagar as contas de Brasília, mas para construir o futuro do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, ferrovias, hidrovias, portos pelo país inteiro.”

Segundo Zema, a medida integra a terceira missão de um eventual governo, voltada para “virar a chave do crescimento e da prosperidade”. O pré-candidato defendeu ainda corte de gastos públicos, redução da dívida e queda dos juros.

“Hoje o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta sua riqueza como um país atrasado. Nenhuma nação chegou ao Primeiro Mundo sem caminhos à altura do próprio tamanho.”

Judiciário e sistema político

Zema também prometeu mudanças no Judiciário caso seja eleito. Segundo ele, pretende acabar com supersalários, foro privilegiado e decisões monocráticas no STF, além de proibir que parentes de ministros atuem como advogados perante as respectivas Cortes.

“Vamos passar uma faca nas mordomias, nos supersalários e nos privilégios. Vamos acabar com as decisões monocráticas. Vamos proibir parentes de ministros de advogar nos mesmos tribunais. Vamos acabar com o foro privilegiado.”

O pré-candidato defendeu ainda a construção de maioria no Senado para aprovar o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes, citando como candidatos apoiados pelo grupo nomes como Ricardo Salles (SP). Também criticou o ministro Gilmar Mendes: “Gilmar Mendes, não adianta você me processar. Você não vai me calar.”

Gestão em Minas Gerais

Ao defender sua experiência administrativa, Zema afirmou que recebeu do PT um Estado “arruinado” e disse que sua gestão colocou as contas públicas em equilíbrio, atraiu R$ 500 bilhões em investimentos privados e gerou mais de 1 milhão de empregos. O ex-governador ironizou a dificuldade do PT para encontrar um candidato ao governo mineiro em 2026, dizendo que o presidente Lula passou “os últimos seis meses” procurando um nome até que o ex-ministro Patrus Ananias aceitou disputar o cargo.

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