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Justiça nega afastamento da prefeita de Estrela em operação da Polícia Federal

A Justiça negou o pedido da Polícia Federal para afastar a prefeita de Estrela, Carine Schwingel, e outros investigados na operação Ambitus Sidum. A decisão foi divulgada após ação realizada nesta sexta-feira (24).

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão, sendo 12 em Estrela e um em Cruzeiro do Sul. A investigação apura suspeitas de corrupção eleitoral e falsidade ideológica nas eleições municipais de 2024.

Entre os alvos estão a prefeita, o vice-prefeito Márcio Mallmann, o ex-prefeito Carlos Rafael Mallmann e um vereador eleito no último pleito.

De acordo com o delegado da Polícia Federal, Marconi Silva, a ação é desdobramento de outra investigação já em andamento.

Durante as buscas, foram apreendidos documentos, celulares, notebooks e mídias digitais, que agora passam por análise.

Suspeitas investigadas
Segundo a PF, a apuração envolve possíveis práticas como:

  • Nomeação de eleitores em cargos comissionados em troca de votos
  • Facilitação de acesso a benefícios sociais
  • Fornecimento de materiais de construção
  • Prioridade em exames médicos em troca de apoio eleitoral

As condutas são tratadas como suspeitas e seguem sob investigação.

Pedido negado e próximos passos
A Polícia Federal solicitou o afastamento de alguns investigados, incluindo a prefeita, mas o Judiciário negou o pedido.

“O indeferimento foi momentâneo e pode ser reavaliado conforme o avanço das investigações”, afirmou o delegado.

Todos os investigados foram intimados e devem prestar depoimento nos próximos dias.

A PF informou que, após a análise do material apreendido, novas medidas podem ser solicitadas, caso surjam elementos que justifiquem.

Até o momento, não há pedidos de prisão.

A operação segue em fase de coleta e análise de provas.

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