F1: Novo circuito de rua de Madri pode trazer corrida ‘maluca’

A Fórmula 1 estreia nesta sexta-feira, 11, o novo circuito de Madring, em Madri, na Espanha. A etapa marca o retorno da categoria à capital espanhola após 45 anos e coloca os pilotos diante de um traçado considerado técnico e exigente, com 22 curvas e diferentes características ao longo dos 5,4 quilômetros.
O número de curvas faz do Madring o segundo circuito com mais curvas no calendário atual da Fórmula 1, atrás apenas de Singapura, que possui 23. A pista combina trechos urbanos com uma parte permanente construída para receber a categoria.
Um dos principais pontos de atenção está na Curva 12, chamada de “La Monumental”. O trecho tem formato semicircular, aproximadamente 550 metros de extensão e inclinação acentuada. A curva é uma das principais características do novo circuito e exige uma abordagem específica dos pilotos.
Segundo a Pirelli, o primeiro setor do circuito é bastante rápido e dá lugar a uma sequência de curvas de média e baixa velocidade. A parte final apresenta várias curvas de 90 graus, semelhantes às encontradas no circuito de Baku. A fabricante também classifica o Madring entre os circuitos mais exigentes da temporada em relação às forças laterais e às cargas aplicadas nos pneus.
As primeiras impressões sobre a pista vieram dos testes realizados por pilotos da Fórmula 3 no fim de agosto. O brasileiro Pedro Clerot, da Rodin Motorsport, classificou o traçado como técnico, travado e difícil.
“Uma pista bem técnica, bem travada, bem difícil. Lembra um pouquinho Mônaco, mas também tem seus traços de Jidá, até um pouco de Baku também”, afirmou o piloto ao ge.
Os testes também foram marcados por incidentes. Ao longo de dois dias de atividades, foram registradas 19 bandeiras vermelhas, incluindo acidentes. O cenário reforçou a expectativa de que a nova pista exigirá atenção constante dos pilotos.
Na quinta-feira, 10, o francês Pierre Gasly, da Alpine, também destacou as dificuldades do circuito. O piloto citou a quantidade de curvas, trechos sem ampla visibilidade, inclinações laterais, subidas, descidas e ondulações presentes no traçado.
Para Gasly, essas características podem tornar a etapa complicada, mas também criam oportunidades para que os pilotos façam diferença por meio da condução.
Outro fator que pode influenciar o resultado é a dificuldade para ultrapassar. A combinação de curvas e zonas de frenagem pode tornar a classificação ainda mais importante para definir as posições de largada e, consequentemente, a estratégia durante a corrida.
A prova terá 57 voltas e uma distância total de aproximadamente 308 quilômetros. A estreia também representa o retorno da Fórmula 1 a Madri depois de 45 anos. A última corrida na capital espanhola ocorreu em 1981, no Circuito de Jarama, quando o canadense Gilles Villeneuve venceu a prova.
Com um circuito ainda novo para pilotos e equipes, trechos de alta velocidade, curvas próximas aos limites da pista e características que já provocaram incidentes nas categorias de base, o Grande Prêmio da Espanha em Madri chega ao calendário com possibilidade de uma disputa diferente do padrão. A adaptação ao traçado e a capacidade de evitar erros serão fatores importantes durante o fim de semana.






