França retira apoio à reeleição de Infantino na FIFA

A Federação Francesa de Futebol (FFF) decidiu retirar o apoio à reeleição de Gianni Infantino para a presidência da FIFA. A decisão foi tomada pelo comitê executivo da entidade nesta quinta-feira (10) e representa uma mudança em relação ao posicionamento anterior dos franceses.
A França havia integrado o grupo de federações que defendia a continuidade de Infantino no comando da principal entidade do futebol mundial. Agora, passa a integrar o grupo de países que se afastaram do dirigente.
Além da França, Itália, Suécia, Escócia e Bélgica estão entre as federações que deixaram de apoiar a permanência de Infantino. A mudança ocorre em meio a uma crise política envolvendo a administração da FIFA.
Um dos principais pontos de conflito foi o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), uma estrutura que seria responsável pelos direitos comerciais de competições da entidade. A proposta previa a venda de 20% da empresa para investidores externos, com expectativa de arrecadar até US$ 4,2 bilhões.
O projeto foi retirado poucos dias depois de ser apresentado publicamente, diante da forte resistência de entidades ligadas ao futebol. A iniciativa aumentou as críticas sobre a gestão de Infantino, especialmente em relação à governança e à condução dos negócios da FIFA.
Apesar da perda de apoio de parte das federações europeias, Infantino mantém a intenção de disputar um novo mandato. A eleição para a presidência da FIFA está prevista para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos.
O prazo para apresentação das candidaturas termina em 18 de novembro de 2026. Até lá, o cenário eleitoral ainda pode sofrer novas mudanças.
A retirada do apoio francês, portanto, amplia a pressão sobre Infantino, mas não significa, por si só, que sua reeleição esteja ameaçada. A escolha do próximo presidente dependerá dos votos das associações nacionais filiadas à FIFA.






