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Caminhoneiros mobilizam em seis pontos estratégicos por votação da MP do Frete no Senado

Caminhoneiros autônomos de diversas regiões do país iniciaram nesta segunda-feira (13) uma mobilização nacional para exigir do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), a imediata inclusão na pauta da Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete. A medida perde validade na quinta-feira (16) caso não seja apreciada pelo Congresso — mesmo dia em que deputados e senadores entram em recesso parlamentar.

As ações ocorrem em pontos estratégicos: Porto de Santos (SP), Luziânia (GO), Goiânia (GO), Volta Redonda (RJ), Porto de Salvador (BA) e Terminal de Petróleo de Ribeirão Preto (SP). Segundo a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, a mobilização não bloqueia rodovias nem impede o acesso a portos — há movimentação pontual em Santos, mas com entrada e saída de caminhões ocorrendo normalmente.

Paralisação total como próximo passo

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) manifestou apoio à mobilização. Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da entidade, foi direto sobre os objetivos da categoria.

“O objetivo é continuarmos parados até que Alcolumbre coloque a MP em votação.”

Motoristas autônomos prometem uma paralisação nacional a partir desta terça-feira (14) caso o Senado não avance com a votação. O relator da MP na Câmara, deputado Zé Trovão (PL-SC), que é caminhoneiro, gravou vídeo alertando para o crescimento do movimento e atribuiu o impasse a uma disputa política.

“Isso só vai se estender, isso só vai aumentar. Isso tudo por causa de uma rixa entre Alcolumbre e governo Lula.”

Zé Trovão também reforçou a ameaça de que a categoria fará uma greve maior do que a de 2018 caso o texto não seja pautado.

O que prevê a MP do Frete

A MP nº 1.343 foi editada após diálogo entre o Governo Federal e entidades representativas dos caminhoneiros, o que levou à suspensão de uma paralisação nacional anterior. Entre os principais pontos estão:

Salário-base de R$ 5 mil para motoristas com carteira assinada;
— Definição de valor mínimo de frete a partir do tipo de carga, distância e número de eixos;
Pagamento antecipado de 70% do frete, com o restante em até três dias após a entrega;
— Obrigatoriedade de cadastramento das operações e geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT);
— Ampliação da autonomia da ANTT para fiscalizar e aplicar penalidades;
— Isenção de multas aplicadas em 2022 e fim das multas de entre-eixos.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, o Chorão, afirmou que a categoria deliberou pela paralisação após semanas de espera pela votação no Senado. No Mato Grosso do Sul, caminhoneiros aguardam o avanço do movimento em Santos para decidir se paralisam as atividades.

A redação do Jornal Força do Vale apura se há pontos de mobilização no Rio Grande do Sul ou nas rodovias que cortam o Vale do Taquari, como a BR-386, e qual a posição de cooperativas e empresas de transporte da região sobre a MP.

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