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Ibama apreende 104 toneladas de peixe ilegal e aplica R$ 6 milhões em multas no RS

Fiscais do Ibama apreenderam 104 toneladas de pescado ilegal e aplicaram R$ 6 milhões em multas no Litoral do Rio Grande do Sul. A ação integra as primeiras etapas da Operação Mugil, voltada à proteção da tainha no período de reprodução.

A fiscalização começou em maio e segue até julho, com foco na pesca ilegal industrial nas regiões Sul e Sudeste do país. No Rio Grande do Sul, o trabalho inicial ocorreu na Lagoa dos Patos, em Rio Grande, considerada o maior criadouro da espécie no Brasil.

As equipes patrulharam áreas de proibição da pesca de emalhe no canal e na desembocadura do estuário. O ICMBio também fiscalizou a faixa da Praia do Cassino até a divisa com o Uruguai.

Infrações e apreensões

Uma embarcação de pesca de arrasto foi autuada no Parque Nacional Marinho do Albardão. Entre as irregularidades apontadas estão pesca em áreas proibidas e em águas uruguaias, fuga de embarcações, falta de autorização e transporte irregular.

Os fiscais também registraram a captura de 24 espécimes de fauna aquática ameaçados de extinção e o transporte de pescado impróprio para consumo humano.

Durante a operação, foram contabilizados:

36 autos de infração
7 embarcações e 5 veículos apreendidos
9 termos de suspensão de atividade de pesca industrial
32 redes e 2.574 caixas plásticas recolhidas

Das 104 toneladas apreendidas, 42 toneladas foram doadas ao programa Sesc Mesa Brasil.

Proteção da tainha

A tainha está entre os recursos pesqueiros mais regulados do país devido à exploração descontrolada ao longo de décadas. A captura ocorre justamente na fase reprodutiva, quando as ovas têm alto valor comercial para exportação.

Segundo o Ibama, a operação ajudou a reduzir práticas ilegais e permitiu a migração dos cardumes para o mar, o que favorece pescadores artesanais e o ciclo reprodutivo da espécie.

A Operação Mugil tem participação da Polícia Federal, Marinha, Receita Federal, Brigada Militar Ambiental do RS, 6º Batalhão de Polícia Militar de Rio Grande e Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina.

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