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Médico boliviano é preso por cobrar R$ 2 mil de família por cirurgia do SUS

O médico ortopedista Pablo Rojas Romero, de 34 anos, foi preso em flagrante na noite de sexta-feira (27) no Hospital Universitário de Canoas, suspeito de cobrar R$ 2 mil de familiares de um paciente por uma cirurgia realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a Polícia Civil, o profissional de origem boliviana exigiu o pagamento em dinheiro logo após realizar o procedimento durante a tarde. Ele abordou um familiar informando que a cirurgia havia sido bem-sucedida e solicitou o valor em espécie, alegando que buscaria o dinheiro após outro procedimento.

Hospital denunciou irregularidade

A investigação teve início após o setor jurídico do Hospital Universitário receber relatos de cobranças irregulares. Diante da gravidade da situação, a própria instituição acionou a polícia.

Durante o depoimento, o médico afirmou que o valor seria utilizado para a compra de um material específico para o procedimento. No entanto, segundo a investigação, todo o atendimento utilizou exclusivamente recursos do SUS, sem qualquer custo adicional.

Justificativa considerada infundada

A delegada Luciane Bertoletti destacou que o hospital é 100% público, o que impede qualquer tipo de cobrança por consultas, cirurgias ou materiais. A justificativa apresentada pelo médico foi considerada infundada pela polícia.

Pablo Rojas Romero atua na instituição há cerca de cinco anos, e a polícia agora investiga se há outras possíveis vítimas da mesma prática. Até a última atualização, ele não havia apresentado defesa.

Encaminhado ao sistema prisional

Após os trâmites legais, o médico foi encaminhado ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), onde permanece à disposição da Justiça.

Em nota, o Hospital Universitário de Canoas reforçou que não compactua com irregularidades e que qualquer tentativa de cobrança deve ser denunciada imediatamente.

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