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Falta de diesel paralisa serviços públicos em 96 municípios gaúchos

Ao menos 96 municípios do Rio Grande do Sul enfrentavam, até a semana passada, redução ou interrupção na prestação de serviços básicos devido ao preço elevado e à falta de diesel. As informações constam em levantamento realizado pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) entre segunda-feira (30) e quinta-feira (2).

A pesquisa foi feita com 215 prefeituras gaúchas. A situação é relatada em meio à guerra no Oriente Médio, que afeta o abastecimento de combustível em todo o mundo.

Setores mais prejudicados

As áreas mais afetadas são obras (46%), agricultura (25%), educação (15%), infraestrutura (5%) e saúde (4%). Outros 5% indicaram que a situação atingiu todos os setores, com manutenção apenas das atividades essenciais.

De acordo com o levantamento, o impacto é sentido desde o início da crise em 45% das cidades. Mais da metade, cerca de 56%, está com o abastecimento normalizado, enquanto 6% dos municípios (13) registram falta de diesel.

Preços elevados

Em relação ao preço do combustível, 86% das prefeituras informaram que o valor está elevado ou muito elevado.

É o diesel que move as máquinas das obras, o transporte de insumos e a logística da produção agrícola. Além disso, o encarecimento também chega aos fornecedores, pressionando ainda mais os orçamentos públicos. Na prática, essa situação se traduz em maior dificuldade para garantir a entrega dos serviços à população

A declaração é da presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira.

Priorização de serviços

Segundo a federação, os municípios estão priorizando serviços na área da saúde, como o transporte de pacientes. Já obras e outras atividades que dependem de maquinário estão sendo suspensas em razão da escassez de combustível.

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