Estado e município aceleram obras de moradias para famílias atingidas por enchentes em Cruzeiro do Sul

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul e o Governo do Estado avançaram no alinhamento de ações para acelerar a entrega de moradias para famílias atingidas pelas enchentes de maio de 2024. A cidade, uma das mais devastadas do Vale do Taquari, teve 1.109 casas destruídas e registrou 13 mortes na tragédia.
Atualmente, famílias como a do casal Danilo Hiedt e Liana Maria de Quadros vivem em contêineres de concreto no local onde será construído um novo bairro residencial. Eles passaram por outros abrigos e viveram na casa de parentes antes de conseguir a moradia temporária há cerca de dois meses.
Devastação total na cidade
Nas enchentes de maio de 2024, as águas do Rio Taquari subiram tanto que alcançaram cerca de 60% da área urbana do município de 12,3 mil habitantes. O impacto foi total, com obstrução de vias, interrupção de serviços públicos e privados, perdas econômicas incalculáveis e destruição de escolas e posto de saúde.
Quando somadas às enchentes de setembro de 2023, o número de mortes chegou a 27, além de 11 desaparecidos. O próprio prefeito Cesar Leandro Marmitt teve a casa totalmente arrastada pela correnteza e precisou se mudar de bairro.
Reassentamento em andamento
“Ainda continuamos fazendo o cadastramento de famílias. Se fala muito da zona urbana, mas temos uma zona rural que foi muito afetada”, afirmou o prefeito em entrevista à Agência Brasil. O foco atual é o reassentamento de centenas de famílias que não poderão retornar para áreas de maior risco.
Um dos bairros mais afetados, o Passo da Estrela, será removido para outra área. No entanto, o prefeito descarta a possibilidade de deslocar toda a cidade, como foi especulado no ano passado. “Somos uma cidade ribeirinha, nós vamos tirar a cidade [toda] daqui quando? Não tem como fazer isso”, pontuou.
Recursos para reconstrução
O Poder Judiciário disponibilizou mais de R$ 206 milhões para auxiliar a reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes. Desse montante, R$ 180 milhões já foram distribuídos entre 99 municípios gaúchos, principalmente para ações de socorro, assistência às populações afetadas e construção de moradias de emergência.
Os R$ 26 milhões restantes seguem em conta para receber doações e serão utilizados conforme os municípios apresentarem projetos ou em outras situações de calamidade pública.






