Hortifrútis higienizados podem reduzir custos em hospital do Vale do Taquari, aponta estudo

Uma pesquisa realizada em uma unidade hospitalar do Vale do Taquari aponta que o uso de hortifrútis minimamente processados pode reduzir custos na produção de refeições. O estudo identificou diferença no custo final por quilo e menor desperdício em parte dos alimentos avaliados.
O levantamento foi desenvolvido por estudantes do curso de Nutrição da Universidade do Vale do Taquari (Univates) durante estágio supervisionado em Alimentação Institucional. A análise comparou custos entre hortifrútis in natura e versões já higienizadas e prontas para uso em uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) hospitalar.
Foram avaliados sete alimentos comuns no preparo das refeições: cenoura, alface, batata, chuchu, moranga e repolhos verde e roxo. O estudo considerou fatores como preço de compra, mão de obra, higienização e perdas no preparo.
Os dados indicaram que o custo médio dos alimentos in natura foi de R$ 8,34 por quilo pronto para consumo, enquanto os minimamente processados registraram média de R$ 8,10 por quilo.
Entre os itens analisados, cinco apresentaram melhor custo quando adquiridos já processados:
- cenoura
- chuchu
- moranga
- repolho verde
- repolho roxo
Nesses casos, a redução de desperdício e o menor tempo de preparo contribuíram para o resultado.
Por outro lado, alface e batata mostraram melhor desempenho econômico quando compradas in natura. A alface tem aumento de custo após o processamento devido à necessidade de maior cuidado para conservação, enquanto a batata apresenta bom rendimento e preparo simples dentro da unidade.
Além do aspecto financeiro, o estudo aponta impacto na organização do trabalho. Produtos já higienizados reduzem o tempo de preparo e a demanda por mão de obra, enquanto o processamento interno exige mais estrutura e atenção aos procedimentos de higiene.






