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Pai mata 7 filhos e outra criança a tiros em Louisiana

O homem que matou a tiros oito crianças em Shreveport, Louisiana, no domingo (19), foi identificado como Shamar Elkins, que estava em processo de separação da esposa. Ele foi morto por agentes policiais durante uma perseguição após fugir do local do crime em um carro roubado.

As vítimas eram sete filhos do atirador e uma oitava criança, com idades entre 3 e 11 anos — três meninos e cinco meninas. A esposa de Elkins, mãe das crianças, e outra mulher também foram baleadas e ficaram gravemente feridas no ataque.

Processo de divórcio motivou crime

Segundo Crystal Brown, prima de uma das mulheres baleadas, Elkins e sua esposa estavam em processo de separação e deveriam comparecer ao tribunal nesta segunda-feira. O casal vinha discutindo sobre a separação antes do tiroteio.

O ataque começou antes do amanhecer, quando Elkins atirou em uma mulher em uma casa no sul da cidade e, em seguida, matou as crianças em outra residência a poucos quarteirões de distância. O sobrinho de Elkins estava entre as crianças mortas, segundo o escritório do legista da Paróquia de Caddo.

Fuga registrada por câmeras

Liza Demming, moradora vizinha, disse que sua câmera de segurança gravou imagens do suspeito fugindo, junto com o som de dois tiros. “Foi praticamente tudo o que eu vi: ele correndo para fora da casa e os carros indo embora”, relatou à Associated Press.

Uma criança conseguiu pular do telhado da casa e deve sobreviver. Os investigadores não tinham conhecimento de outros casos de violência doméstica envolvendo Elkins, informou Chris Bordelon, porta-voz da polícia de Shreveport.

Histórico criminal e repercussão

Elkins foi colocado em liberdade condicional em 2019 após se declarar culpado por porte ilegal de arma. O presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson, definiu o incidente como uma “tragédia devastadora”.

O governador da Louisiana, Jeff Landry, disse estar “com o coração partido”, enquanto o prefeito de Shreveport, Tom Arceneaux, classificou como “talvez a pior tragédia” já registrada na cidade de 180 mil habitantes.

O ataque é o mais mortal nos EUA desde janeiro de 2024, quando oito pessoas foram mortas em um subúrbio de Chicago, segundo banco de dados da Associated Press.

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