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Vespasiano Corrêa decreta emergência por falta de água e raciona abastecimento

Vespasiano Corrêa atravessa uma grave crise de abastecimento de água causada pela baixa pluviosidade registrada desde o fim de 2025. O município decretou estado de emergência e implementou racionamento para a população urbana.

Segundo levantamento da Emater, o acumulado médio de chuvas entre janeiro e abril é de apenas 225 mm, índice considerado muito baixo para o período. A situação afeta tanto o consumo doméstico quanto a produção agrícola local.

Poços artesianos em colapso

A análise do poço principal da cidade, responsável pela pressurização dos demais poços do sistema urbano, confirmou o baixo nível d’água. O bombeamento está arrastando sedimentos do fundo, comprometendo a qualidade do abastecimento.

“Os moradores nos relatam que está saindo areia e terra junto com a água, que antes sempre foi de excelente qualidade e muito limpa”, explica Eduarda Groff Trentin, coordenadora adjunta da Defesa Civil municipal.

Decreto proíbe uso não essencial

O prefeito Tiago Michelon publicou o Decreto nº 025/2026, que estabelece medidas temporárias e proíbe o uso de água para fins não essenciais durante o racionamento. O gestor visitou pessoalmente os poços artesianos para avaliar a situação.

“Pedimos que todo cidadão vespasianense evite o gasto desnecessário de água e use somente para o consumo básico, comida, banho e higiene”, disse Michelon nas redes sociais.

Busca por apoio estadual

O governo municipal busca o reconhecimento de situação de emergência junto à Defesa Civil do Estado. Técnicos estaduais estiveram no município esta semana avaliando a possibilidade de disponibilizar um caminhão-pipa.

A crise preocupa especialmente porque Vespasiano Corrêa tem como base econômica a agricultura e a pecuária, setores diretamente impactados pela escassez hídrica.

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