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Ponte sobre o Rio Guaporé pode receber escoramento para liberar veículos leves

A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) realiza entre esta quarta-feira (5) e quinta-feira (6) uma nova avaliação da ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, entre Encantado e Muçum. A inspeção deverá verificar as condições das sapatas que sustentam o pilar comprometido e indicar se a estrutura poderá receber um escoramento metálico.

Caso a fundação esteja preservada, a intervenção poderá ser executada em aproximadamente cinco dias, possibilitando a liberação parcial da travessia para carros de pequeno porte e pedestres. A informação foi divulgada pelo prefeito de Roca Sales, Jones Wunsch, o Mazinho, após contato com a equipe técnica da EGR.

Se a avaliação apontar a necessidade de construção de uma nova sapata, o prazo estimado para a execução do serviço deverá aumentar para um período entre dez e 15 dias.

A possibilidade de retomada parcial do trânsito representa uma alternativa para reduzir os impactos provocados pela interdição da ponte. Desde o bloqueio, grande parte do fluxo foi direcionada para a rota alternativa pelo interior de Roca Sales, aumentando significativamente a circulação de carros, caminhões e carretas em estradas estreitas e sem estrutura adequada para o volume atual.

A eventual liberação para veículos leves e pedestres contribuiria para diminuir o movimento no desvio e facilitar o deslocamento da população entre os municípios.

Enquanto a EGR avalia uma solução para a ponte, o sistema de pare e siga permanece em funcionamento em um dos pontos mais críticos da rota alternativa. A medida permite a passagem dos veículos em sentidos alternados e busca evitar o encontro de caminhões e carretas nos trechos mais estreitos.

A Administração Municipal de Roca Sales também solicitou auxílio ao Governo do Estado para a conservação do desvio. O pedido inclui a disponibilização de máquinas, equipes e brita para recuperar os pontos mais danificados e garantir melhores condições de segurança e trafegabilidade.

A eventual reabertura da ponte dependerá do resultado da inspeção e da confirmação, por parte dos técnicos, de que a estrutura apresenta condições seguras para receber o escoramento e suportar a circulação parcial. Até que haja uma definição oficial, a travessia permanece interditada.

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