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EGR prevê instalar escoras em até 15 dias na ponte da ERS-129, antes de obra definitiva

A Empresa Gaúcha de Rodovias prevê concluir até 5 de agosto o projeto executivo para reconstrução do pilar danificado da ponte da ERS-129, entre Encantado e Muçum. A estimativa é de aproximadamente 45 dias de obra, contados a partir do início dos serviços.

Antes da intervenção definitiva, a estatal trabalha na instalação de um escoramento sob o tabuleiro. O presidente da EGR, Luís Fernando Vanacor, estima que a estrutura provisória possa ser instalada em um prazo de 10 a 15 dias, após a definição técnica e a mobilização da empresa responsável.

Luís Fernando Vanacor, diretor presidente da EGR
Luís Fernando Vanacor, diretor presidente da EGR

As informações foram apresentadas na manhã desta sexta-feira, 31 de julho, durante reunião por videoconferência com prefeitos ligados à Associação dos Municípios do Alto Taquari (AMAT) e integrantes do comitê criado para acompanhar a situação da ponte.

Participaram também representantes da Associação Comercial e Industrial de Encantado (ACIE), da Associação Recupera Muçum e da CIC-Vale do Taquari.

Escoramento poderá antecipar passagem de carros

O escoramento será instalado nos dois lados do pilar e apoiado sobre o bloco de fundação da ponte. A estrutura terá a função de sustentar o tabuleiro e retirar do pilar danificado a carga que ele suporta atualmente.

Segundo Vanacor, os cálculos apontam uma carga de aproximadamente 300 toneladas no ponto onde ocorre a união entre duas partes do tabuleiro. As escoras deverão ser projetadas para resistir a esse peso.

O dimensionamento também considera uma margem adicional de 1%, equivalente a cerca de 3 toneladas. Conforme o presidente da EGR, essa capacidade extra poderá permitir a passagem controlada de veículos de passeio depois da instalação do escoramento.

A eventual liberação dependerá da confirmação do projetista e da empresa responsável pela montagem. O tráfego deverá ocorrer em baixa velocidade, com fluxo alternado e controle sobre os veículos que acessarem a ponte.

Caminhões não deverão ser autorizados, mesmo quando estiverem dentro da margem de peso. Vanacor explicou que o impacto provocado por um veículo de carga sobre o tabuleiro é diferente daquele causado por um automóvel.

Ambulâncias e pedestres também poderão voltar a utilizar a travessia, desde que as condições de segurança sejam confirmadas.

Prazo não significa reabertura confirmada

A previsão de 10 a 15 dias se refere à instalação do escoramento, e não à conclusão da recuperação da ponte.

Antes da montagem, ainda será necessário finalizar o dimensionamento da estrutura, definir os materiais, contratar a empresa e mobilizar os equipamentos.

A liberação parcial somente poderá ocorrer após a instalação, os testes e a autorização dos responsáveis técnicos.

Vanacor afirmou que a montagem precisa ocorrer com rapidez para reduzir o risco de uma nova movimentação do pilar comprometer o tabuleiro antes da instalação das escoras.

EGR mudou solução para o pilar

A solução inicialmente estudada previa a recuperação apenas da parede rompida.

O projeto foi alterado depois que novas trincas foram identificadas após a elevação do nível do Rio Guaporé. Conforme a apresentação feita na reunião, surgiu uma fissura vertical em uma área importante para a resistência do pilar.

Diante da mudança no quadro, a EGR decidiu construir uma nova estrutura de concreto ao redor de todo o pilar.

O procedimento, chamado de envelopamento, formará uma nova caixa externa, com armadura e concretagem. O pilar atual permanecerá dentro dessa estrutura, mas deixará de ser o principal elemento responsável pela sustentação da ponte.

A carga passará a ser recebida pela nova envoltória de concreto. Segundo Vanacor, a solução reduz o risco de fissuras internas provocarem novos problemas e deverá exigir tempo semelhante ao reparo inicialmente previsto.

Projeto deve ser concluído até 5 de agosto

A EGR estabeleceu 5 de agosto como prazo para concluir o projeto executivo.

O documento deverá detalhar o escoramento, a nova estrutura do pilar, os materiais necessários, os pontos de apoio, os quantitativos e a forma de execução.

Vanacor afirmou que a solução técnica já foi definida. A etapa atual envolve os cálculos finais, o detalhamento construtivo e a contratação da obra.

Depois da entrega do projeto, será elaborado o cronograma definitivo. A estimativa inicial é de aproximadamente 45 dias para recuperação, contados a partir do começo dos serviços.

O prazo poderá variar conforme o comportamento do rio, as condições climáticas e situações identificadas durante a execução. A obra foi classificada como emergencial para reduzir o tempo dos procedimentos de contratação.

Comitê se posiciona após reunião

Depois de ouvir os esclarecimentos da EGR, os integrantes do comitê avaliaram as informações técnicas apresentadas e divulgaram uma nota oficial.

No documento, o grupo afirmou que, diante da gravidade da situação do pilar, a manutenção da interdição e a impossibilidade de acesso pela ponte são, neste momento, medidas prudentes para preservar a segurança da população.

O posicionamento não representa concordância sem ressalvas com os prazos. O comitê cobrou da EGR o cumprimento das datas anunciadas e pediu que, até 5 de agosto, seja apresentado um plano concreto de recuperação, acompanhado de cronograma tecnicamente viável para execução dos serviços e retomada segura do tráfego.

Grupo pedirá apoio ao Ministério da Defesa

Na mesma nota, o comitê informou que encaminhará, por intermédio da AMAT, uma solicitação formal ao Ministério da Defesa.

O pedido será para que o órgão analise a viabilidade técnica e operacional da instalação de uma estrutura provisória ou de outro meio alternativo de passagem sobre o Rio Guaporé enquanto a ponte permanecer interditada.

A medida busca reduzir os impactos sobre moradores, trabalhadores e empresas durante o período de bloqueio.

O comitê afirmou ainda que continuará acompanhando os trabalhos, cobrando providências da EGR e repassando as informações oficiais à comunidade.

Leia a nota na íntegra

NOTA OFICIAL

A Associação dos Municípios do Alto Taquari – AMAT informa que, na manhã desta sexta-feira, 31 de julho, os integrantes do comitê constituído para acompanhar a situação da ponte da ERS-129, entre Encantado e Muçum, participaram de reunião virtual com o diretor-presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias – EGR.

Durante o encontro, foram apresentados esclarecimentos técnicos sobre as atuais condições da ponte, especialmente em relação à situação crítica do pilar que motivou a interdição, bem como sobre as medidas que estão sendo avaliadas para a recuperação da estrutura.

Após os esclarecimentos e a análise das informações técnicas apresentadas, os integrantes do comitê concordaram que, diante da gravidade da situação do pilar, a manutenção da interdição e a impossibilidade de acesso pela ponte constituem, neste momento, medidas prudentes e necessárias para preservar a segurança da população.

O comitê, contudo, cobrou da EGR o cumprimento dos prazos anunciados e solicitou que, até o dia 5 de agosto, seja apresentado um plano concreto de recuperação, acompanhado de cronograma tecnicamente viável para a execução dos serviços e o restabelecimento seguro do tráfego.

Paralelamente, o comitê definiu encaminhar, por intermédio da AMAT, solicitação formal ao Ministério da Defesa, para que seja analisada a viabilidade técnica e operacional da instalação de uma estrutura provisória ou de outro meio alternativo de passagem sobre o Rio Guaporé, enquanto não for concluída a recuperação da ponte.

O comitê permanece analisando todas as opções e alternativas disponíveis, buscando contribuir para a construção da melhor solução possível, tanto para a recuperação definitiva da ponte quanto para a redução dos impactos enfrentados pela população e pela economia regional durante o período de interdição.

O comitê reforça, ainda, que permanece como principal canal de interlocução da região com a EGR, acompanhando diretamente os trabalhos, cobrando providências e buscando garantir que as informações oficiais sejam transmitidas de maneira clara e responsável à comunidade.

A AMAT e as demais entidades integrantes do comitê continuarão acompanhando a situação e divulgarão novos esclarecimentos à medida que houver avanços e informações oficiais.

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