Oito municípios do Vale têm mais eleitores que habitantes

Oito municípios do Vale do Taquari aparecem entre as 74 cidades gaúchas que, em 2026, possuem mais eleitores registrados do que habitantes na estimativa populacional. A relação inclui Canudos do Vale, Coqueiro Baixo, Dois Lajeados, Doutor Ricardo, Forquetinha, Putinga, Relvado e Vespasiano Corrêa.
O levantamento foi realizado a partir dos dados mais recentes disponíveis do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A comparação considera o eleitorado registrado em agosto de 2026 e a estimativa populacional com referência em 1º de julho de 2025.
Veja os municípios
Canudos do Vale
O município integra a lista das oito cidades do Vale do Taquari em que o número de eleitores supera a população estimada. O levantamento não apresenta, na fonte consultada, o número individual de eleitores e habitantes necessário para calcular a diferença.
Coqueiro Baixo
A cidade também aparece entre os casos identificados. A comparação deve ser interpretada como uma diferença entre duas bases estatísticas, e não como uma contagem direta de moradores e votantes.
Dois Lajeados
O município está entre as cidades da região com eleitorado superior à população estimada. A causa específica da diferença não é informada individualmente no levantamento.
Doutor Ricardo
A cidade integra a relação de municípios em que o número de eleitores é maior que o de habitantes. Para determinar a proporção da diferença, é necessário consultar os dados individuais das duas bases.
Forquetinha
O município também aparece na lista. O resultado reflete a comparação entre o cadastro eleitoral e a estimativa demográfica, que possuem critérios próprios de atualização.
Putinga
A cidade está entre os oito municípios do Vale identificados no levantamento. A diferença individual entre eleitores e habitantes não foi apresentada na fonte consultada.
Relvado
O município integra a relação de cidades com mais eleitores que habitantes. O levantamento não permite atribuir uma causa específica ao resultado sem dados complementares.
Vespasiano Corrêa
A cidade completa a lista regional. Assim como nos demais casos, a comparação não significa que existam mais moradores votando do que pessoas residentes no município.
Por que isso acontece?
A diferença pode estar relacionada à mobilidade da população e à manutenção do domicílio eleitoral em um município diferente daquele onde a pessoa reside. Segundo especialista ouvido pela GZH, vínculos familiares, afetivos, profissionais, patrimoniais, comunitários ou políticos também podem ser considerados para a definição do domicílio eleitoral.
O fenômeno é mais frequente em cidades pequenas. No Rio Grande do Sul, 73 dos 74 municípios identificados têm menos de 4 mil habitantes. No conjunto dessas cidades, são 173.572 habitantes e 187.925 eleitores, uma diferença de 14.353 pessoas.
A situação também pode influenciar a participação nas eleições. Especialistas apontam que eleitores que vivem longe do município onde possuem título podem enfrentar dificuldades para retornar no dia da votação.






